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"Cafés e restaurantes estão a sofrer danos colaterais da má gestão da crise nos países vizinhos"
Economia 25.01.2021 Do nosso arquivo online

"Cafés e restaurantes estão a sofrer danos colaterais da má gestão da crise nos países vizinhos"

"Cafés e restaurantes estão a sofrer danos colaterais da má gestão da crise nos países vizinhos"

Foto: Anouk Antony/Luxemburger Wort
Economia 25.01.2021 Do nosso arquivo online

"Cafés e restaurantes estão a sofrer danos colaterais da má gestão da crise nos países vizinhos"

Diana ALVES
Diana ALVES
Horesca pede ao país que "se mostre solidário com o setor".

A federação da Horesca considera que o setor que representa está a sofrer os danos colaterais da má gestão da crise nos países vizinhos. Cafés e restaurantes vão continuar fechados até 21 de fevereiro, uma decisão que o Governo explica pelo receio da nova variante britânica e pela pressão dos países vizinhos quanto ao encerramento das fronteiras. Num comunicado divulgado após o anúncio da medida, na sexta-feira, a federação que representa o setor não escondeu a deceção, sobretudo quando considera que o "Luxemburgo tudo fez para assegurar uma boa gestão desta crise".

Apesar de compreender o eventual fecho de fronteiras imposto pelos países vizinhos – e a consequente proibição de deslocações –tal medida colocaria o sistema de saúde do Luxemburgo em perigo, assim como toda a economia nacional. Razão pela qual considera que as empresas e trabalhadores do setor estão a sentir os efeitos colaterais da situação nos países vizinhos.

Horesca pede ao país que "se mostre solidário com o setor"

Para esclarecer aquilo que qualifica de "situação desastrosa", a federação já pediu uma "reunião urgente" com o primeiro-ministro, Xavier Bettel, e com o ministro das Classes Médias, Lex Delles. Na mesma nota, a Horesca mostra solidariedade para com o país, mas pede que "o país também se mostre solidário com o setor." E reivindica agora uma ajuda mensal para cada trabalhador independente. 


Restauração. E, ao terceiro sábado, o protesto duplicou
Pelo terceiro sábado consecutivo, o centro da capital encheu-se com a manifestação do setor Horeca. Desta vez vieram mais de 400 pessoas, o dobro da semana passada. Depois do anúncio governamental de sexta feira, que mantém os restaurantes fechados até 21 de fevereiro, a palavra de ordem era "não nos deixem morrer".

Pede também que o financiamento das despesas dos estabelecimentos seja assegurado a 100% e defende um aumento do teto máximo das ajudas atuais. Embora compreenda os argumentos do Governo, centenas de pessoas voltaram a manifestar-se no fim de semana, na capital do país, contra o encerramento de cafés e restaurantes até ao próximo dia 21 de fevereiro.  

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