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Cadeias de supermercados multiplicam lojas a partir de 2021
Economia 3 min. 25.11.2020

Cadeias de supermercados multiplicam lojas a partir de 2021

Cadeias de supermercados multiplicam lojas a partir de 2021

Foto: Pixabay
Economia 3 min. 25.11.2020

Cadeias de supermercados multiplicam lojas a partir de 2021

Teresa CAMARÃO
Teresa CAMARÃO
Só o Delhaize vai abrir mais quatro supermercados no país. À exceção do Cora e do Match, todas as cadeias estão a reforçar a oferta para responder aos cada vez mais frequentes clientes fronteiriços.

Com os produtos biológicos a invadir as dispensas dos consumidores, um pouco por toda a Europa, ainda não é desta que os belgas do Colruyt abrem a sua cadeia Bio-Planet no Grão-Ducado. Em estudo, o plano inclui, pelo menos, dez lojas. Só não se sabe quando. Para já, o Colruyt prepara-se para abrir a sua quinta loja no Grão-Ducado já no ano que vem. 

Curto prazo 

Doze anos depois da abertura da sua primeira loja em solo luxemburguês, o grupo já dispõe de quatro locais de distribuição e emprega quase 120 pessoas. Ainda que não se saiba exatamente a morada da quinta loja, o Wort recorda que o desenvolvimento da população no centro e sul do país está a criar novas e atrativas reservas de clientes, pelo que a estratégia de localização não deverá ficar indiferente aos dados demográficos. 

Presente em praticamente todo o Luxemburgo, também o Delhaize prevê abrir mais quatro lojas no próximo ano, uma delas em Capellen. Responsável por 640 postos de trabalho diretos e com lucros na ordem dos 2,1 milhões de euros só no Luxemburgo, o grupo belgo-holandês já avisou que não vai ficar por aqui. 

Num projeto megalómano, o Cactus também entra na corrida pela expansão do metro quadrado. Além de já ter em marcha o plano de abrir um supermercado em Roodt-sur-Syre, em 2021, nos próximos dois anos, o terceiro maior empregador do país vai diversificar as fontes de receita com a abertura de outros 40 postos de gasolina, num reforço da rede 33 Cactus Shoppi. Só falta o acordo com o grupo petrolífero. 


Auchan, Cactus e Delhaize multados em 3,3 milhões por combinar preços
Caso deu-se entre 2011 e 2015. Três hipermercados concordaram em manter preços semelhantes na venda de produtos da marca Bahlsen (de bolachas e biscoitos), uma prática ilegal.

Com um volume de negócios de 778 milhões de euros e lucros na ordem dos 37 milhões de euros, em 2019, o Cactus já emprega perto de cinco mil pessoas. Sem planos para expandir a marca cacto, além fronteiras, o CEO Laurent Schonckert diz que o importante, importante é "manter bons locais com uma área de captação razoável".

Exceção à regra  

Na prática, exceptuando o Cora e o Match os maiores retalhistas do país estão a desenvolver uma estratégia para dar resposta não só à população luxemburguesa como ao crescente movimento de fronteiriços. 

Embora, continue a compensar encher o carrinho na Alemanha, tanto os combustíveis como o tabaco continuam a motivar visitas frequentes ao Grão-Ducado. Em certos casos, por exemplo, compensa mais comprar carne no Luxemburgo do que na Bélgica. Com olho no futuro, a ideia é reforçar a oferta para angariar o que vier. 

Na contracorrente, com um processo às costas e os prejuízos do Cloche d'Or, os franceses do Auchan já não pretendem lançar-se na criação de grandes armazéns. "Vamos continuar a desenvolver o nosso formato MyAuchan em parceria com as estações Aral", adiantou Sophie Morle, porta-voz da empresa, citada pelo Wort. 

Com um volume de negócios de 200 milhões de euros no ano passado, o Auchan Luxemburgo registou novamente prejuízos acentuados na ordem dos -37 milhões de euros, repetindo os balanços negativos de 2018 (-8 milhões) e 2017 (-3,6 milhões). 

No pódio

Casa também dos alemães do Lidl e do Aldi, o Luxemburgo ocupa o primeiro lugar da tabela classificativa em termos de espaços comerciais em comparação com a população e com a dimensão do país, com 169 m2 por mil habitantes. 

No total, mais de 1,2 milhões de metros quadrados de espaço comercial estão acessíveis no Grão-Ducado. Isto representa um aumento de 20% em apenas quatro anos, num gráfico que revela uma tendência de crescimento. 

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