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Cada vez mais apelos à greve de companhias aéreas low-cost no verão
Economia 3 min. 21.06.2022
Aviação

Cada vez mais apelos à greve de companhias aéreas low-cost no verão

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Cada vez mais apelos à greve de companhias aéreas low-cost no verão

Foto: AFP
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Cada vez mais apelos à greve de companhias aéreas low-cost no verão

AFP
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Nas próximas semanas, voar para França, Espanha, Bélgica, Itália e Portugal será mais complicado.

Vários sindicatos europeus de assistentes de bordo da Ryanair estão a convocar greves para o próximo fim de semana em França, Espanha, Bélgica, Itália e Portugal. Além disso, um sindicato espanhol está a convocar nove dias de greve em julho na EasyJet.

Os funcionários da low-cost irlandesa devem fazer greve no sábado e domingo para exigir "a aplicação da lei laboral e o pagamento de horas extraordinárias", de acordo com o sindicato francês de assistentes de bordo (SNPNC, na sigla francesa).


Portugal. Tripulantes avançam com greve na Ryanair este mês
"Ryanair tem um longo historial de ilegalidades e falhas no cumprimento da lei", acusa o sindicato do pessoal de voo.

"A empresa não respeita os períodos de descanso previstos no código da aviação civil", disse Damien Mourgues, delegado do SNPNC. O sindicato exige também um aumento salarial para o pessoal de cabine que "recebe o salário mínimo".

A 12 e 13 de junho, uma outra greve levou ao cancelamento de um quarto do horário da Ryanair em França, ou seja, cerca de 40 voos.

Prevista greve em Portugal de 24 a 26 de junho

Em Espanha, os sindicatos USO e SITCPLA apelam ao pessoal da Ryanair a fazer greve de 24 de junho a 2 de julho e exigem a aplicação de "direitos fundamentais do trabalho" e "condições dignas para todos os trabalhadores".

A indignação também  está a afetar a low cost britânica EasyJet, uma vez que a Unión Sindical Obrera (USO) está a planear nove dias de greve em julho nos aeroportos de Barcelona, Málaga e Maiorca, nas Ilhas Baleares.

A greve durará 24 horas nos dias 1, 2, 3, 15, 16, 17, 29, 30 e 31 de julho, disse a USO.


Caos nos aeroportos europeus. Cancelamentos de voos e milhares de passageiros retidos
A escassez de pessoal no setor é grande, desde o controle de passageiros aos comissários de bordo passando por pilotos.

Segundo o sindicato, "as tripulações de voo da EasyJet em Espanha têm atualmente um salário base de 950 euros" por mês, que é o "salário mais baixo" de "todas as bases na Europa".

Em Portugal, o pessoal da Ryanair deverá também entrar em greve de 24 a 26 de Junho para protestar contra o agravamento das condições de trabalho, como é o caso na Bélgica, onde Michael O'Leary, CEO da empresa, desvalorizou o número crescente destas ações laborais.

"Operamos 2.500 voos por dia. A maioria destes voos continuará a operar, mesmo que um sindicato entre em greve em Espanha ou se os sindicatos belgas do pessoal de cabine quiserem fazer greve aqui", disse numa conferência de imprensa, em Bruxelas, a 14 de junho.

Caos nos aeroportos "só irá aumentar" no verão

Em Itália, a greve da Ryanair está programada para durar 24 horas no sábado, 25 de junho. Os pilotos e os assistentes de bordo exigem salários "pelo menos de acordo com o salário mínimo previsto pelo contrato de transporte aéreo nacional" no seu país.

A Ryanair tem recuperado a sua atividade de forma fulgurante desde o levantamento das restrições impostas pela pandemia de covid-19, tal como toda a indústria aérea, e já está a exceder o volume de negócios registado em 2019.


Imagem de arquivo
Viagens. Aeroportos temem "caos" durante o verão
Aumento esperado do fluxo de passageiros e controlos sanitários estão a deixar em alerta os profissionais das estruturas aeroportuárias. Tempos de espera nos aeroportos poderão chegar a oito horas se as viagens retomarem a 100%.

Com a rápida recuperação do tráfego, muitas companhias aéreas foram forçadas a cancelar voos devido à falta de pessoal, como a EasyJet, e os aeroportos estão a ter dificuldades para absorver o fluxo de passageiros.

Na segunda-feira, a Federação Europeia dos Trabalhadores dos Transportes (ETF, na sigla inglesa) advertiu numa carta aberta que "o caos que a indústria dos transportes aéreos enfrenta só irá aumentar ao longo do verão, à medida que os trabalhadores forem sendo empurrados para o limite".

A greve dos trabalhadores do setor está a aumentar em toda a Europa e a ETF está "a encorajá-los a continuar a luta durante todo o verão", afirmou Livia Spera, secretária-geral da federação.

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A transportadora aérea Ryanair garantiu que a greve de hoje dos tripulantes de cabine em Portugal está a provocar "ligeiras perturbações" na operação, afirmando a sua gratidão pelos funcionários "ignorarem" a paralisação. No site da Lux-airport não há registo de atrasos de voos provenientes de Portugal.