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Cada hora trabalhada no Luxemburgo custa 39 euros às empresas
Economia 3 min. 26.03.2019 Do nosso arquivo online

Cada hora trabalhada no Luxemburgo custa 39 euros às empresas

Cada hora trabalhada no Luxemburgo custa 39 euros às empresas

Foto: Getty Images
Economia 3 min. 26.03.2019 Do nosso arquivo online

Cada hora trabalhada no Luxemburgo custa 39 euros às empresas

Paula CRAVINA DE SOUSA
Paula CRAVINA DE SOUSA
O custo da mão-de-obra no Luxemburgo é um dos mais elevados da União Europeia, mas difere muito de setor para setor. Na construção é de apenas 26 euros; no setor financeiro chega aos 71 euros.

(Notícia atualizada a 27.03,2019, às 16:49.)

O Luxemburgo é o segundo país com a mão-de-obra mais cara da União Europeia (UE). Segundo os dados do instituto de estatística luxemburguês (Statec), uma hora trabalhada custa, em média, 39 euros às empresas. No bloco dos 28, só a Dinamarca ultrapassa, com 42 euros por hora. A Bélgica iguala o Grão-Ducado e a média europeia é de 26 euros.

O valor encontrado no Luxemburgo deve-se à estrutura da sua mão-de-obra, concentrada nos serviços. Contudo, há grandes discrepâncias entre setores. Há atividades, em que o custo da mão-de-obra no Luxemburgo é inferior ao dos países vizinhos. É o caso da indústria e da construção. Neste último setor, o custo é de 26 euros e na indústria é de 30 euros. Valores muito abaixo do praticado na Bélgica, França e Alemanha. Há ainda outros setores, onde o Luxemburgo só surge à frente de um dos seus vizinhos, em termos de custos: nos serviços administrativos e de apoio, e no setor de hotelaria e restauração, em que só na Alemanha é que os custos são mais baixos. Na Bélgica e França os custos são mais elevados nestes setores.

É nas atividades financeiras e de seguros, de saúde e ação social, e nos transportes que os custos são mais elevados do que em todos os países vizinhos. No setor financeiro, o custo chega mesmo aos 71 euros. Note-se que os setores da agricultura e da administração pública não entram nestas contas.

O Statec sublinha que os custos horários aumentaram mais rapidamente do que os da zona euro (2,3%) no período entre 2012 e 2016. Esta tendência deve-se sobretudo ao aumento dos custos em certos setores como o financeiro e as atividades deserviços administrativos e de apoio.

O valor de 39 euros não corresponde apenas ao salário que os trabalhadores levam para casa, uma vez que os custos têm em conta não só os salários, mas também as contribuições que a empresa paga à Segurança Social, por exemplo. O Statec explica que os custos de trabalho correspondem a todos os custos anuais – diretos e indiretos – incluindo prémios anuais, quotizações patronais, custos de formação, indemnizações por despedimento, entre outras. O valor é então dividido pelo número de horas trabalhadas durante o ano (incluindo as horas extra).

O instituto de estatística verifica ainda que os custos indiretos (quotizações sociais a cargo do empregador, custos de formação, de recrutamento, de fardas para os trabalhadores) têm um peso pouco significativo no total. Os custos diretos – como os salários – têm ainda um peso muito significativo. Isto abrange também as remunerações em espécie, que representam 2,9% do total do custo, contra 0,9% para a média da zona euro.

Número de trabalhadores aumenta 3,7% 

 O número de trabalhadores assalariados aumentou 1% nos últimos três meses do ano passado, face ao terceiro trimestre de 2018. Se a comparação for feita com o mesmo período de 2017, a subida é mais expressiva: de 3,7%. Em termos homólogos os setores mais dinâmicos são o de serviços de apoio (com um aumento de 4,7%) e da construção (4,4%). No que diz respeito aos serviços de apoio, a área mais favorável foi a da limpeza de edifícios. Na construção, foram três as profissões mais procuradas: eletricistas, canalizadores e especialistas na instalação de aquecimento e ar condicionado. 

A construção e os serviços de apoio representam 27% do total de trabalho assalariado e são responsáveis por 34% da criação líquida de emprego. No período analisado, os trabalhadores transfronteiriços evoluíram mais rapidamente do que os luxemburgueses (4,7% contra 2,9%). No total, há 192.070 trabalhadores transfronteiriços e 229.922 residentes no Grão-Ducado, sendo que 112.731 são luxemburgueses e os restantes estrangeiros.  

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