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Bruxelas revê em alta crescimento económico do Luxemburgo
Economia 2 min. 19.02.2020

Bruxelas revê em alta crescimento económico do Luxemburgo

O ministro das Finanças luxemburguês, Pierre Gramegna, levou recentemente um aviso de Bruxelas.

Bruxelas revê em alta crescimento económico do Luxemburgo

O ministro das Finanças luxemburguês, Pierre Gramegna, levou recentemente um aviso de Bruxelas.
Foto: Pierre Matgé
Economia 2 min. 19.02.2020

Bruxelas revê em alta crescimento económico do Luxemburgo

Paula CRAVINA DE SOUSA
Paula CRAVINA DE SOUSA
A Comissão Europeia alerta para o abrandamento do crescimento do emprego nos próximos anos e para a redução do investimento. Na mesma semana, o FMI esteve no Luxemburgo e deixou recados sobre o imposto sobre o património.

A Comissão Europeia reviu em alta a perspetiva de crescimento económico do Luxemburgo para este ano. De acordo com as Previsões Económicas de Inverno publicadas por Bruxelas na semana passada, o Produto Interno Bruto (PIB) deverá ter crescido 2,7% em 2019, evolução que se deverá manter este ano. Estes números representam uma subida ligeira face aos apresentados no final do ano passado, nas previsões de outono, que apontavam para um acréscimo de 2,6%. Apesar desta melhoria na evolução do andamento da economia, a tendência aponta para um crescimento moderado, tendo em conta que em 2018, o PIB deve ter crescido 3,1%.

O consumo privado continua a ser o principal motor do crescimento, com alguma ajuda da procura externa. Por seu lado, um mercado laboral com boa performance deve continuar a apoiar o crescimento do consumo. No entanto, Bruxelas alerta que o crescimento do emprego vai abrandar este ano e em 2021, sobretudo entre os residentes.

Quanto ao investimento, depois de uma recuperação em 2019, vai começar a crescer menos, apesar dos elevados níveis de investimento público. Em geral, a procura doméstica vai ter um crescimento moderado, mas manter-se-á como o principal motor do crescimento do PIB. Isto explica a estagnação do crescimento este ano e a redução prevista para 2021 (2,6%).


Economia mundial está menos pressionada em baixa, mas ainda sob ameaça
O FMI baixou hoje as suas projeções para a economia mundial, estimando crescimentos de 2,9% em 2019, de 3,3% em 2020 e de 3,4% em 2021, sobretudo penalizados pelo desempenho de economias emergentes como a Índia.

Bruxelas avisa que o país permanece “altamente exposto a riscos externos”, com o aumento da incerteza – sobretudo nos mercados financeiros – a poder ter um efeito menos benigno na economia. Um dos principais fatores de incerteza vem da maior economia da zona euro e maior parceiro comercial do Grão-Ducado. De acordo com os dados publicados na segunda-feira pelo Bundesbank, a economia alemã estagnou no final de 2019 devido à debilidade da indústria. Além disso, as perspetivas não são animadoras, porque não melhoraram no início deste ano e o coronavírus é um novo risco para a conjuntura, segundo o banco central alemão.

FMI no Luxemburgo

O Fundo Monetário Internacional (FMI) esteve nas últimas semanas no Grão-Ducado para fazer a sua avaliação anual da economia do país. Apesar de ter mantido uma perspetiva positiva para a economia, o organismo liderado por Kristalina Georgieva voltou a bater na mesma tecla e a deixar um aviso já anteriormente feito. O Governo deve rever o imposto sobre a propriedade nomeadamente o sistema de avaliação das casas, que é considerado desadequado face à realidade. 


Imposto sobre o património não reflete valor das casas
O imposto é pago por todos os proprietários de casas e terrenos, mas é pouco transparente e está desatualizado. Quem o diz é o Conselho Económico e Social num relatório em que analisa os impostos do Luxemburgo.

O responsável pela missão do FMI no país, Emil Starvey, disse citado pelo Luxembourg Times que “em média, o imposto anual sobre a propriedade é mais baixo do que a mensalidade da televisão por cabo”. “Poderia ser facilmente adaptado às necessidades atuais se a base de cálculo fosse alterada”. O responsável relembrou que ainda é utilizada a mesma fórmula de cálculo desde 1941, altura em que o imposto foi introduzido. Starvey recomendou que o Executivo eliminasse os benefícios fiscais dados à compra de casa, o que acaba por incentivar a procura e a especulação.


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