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Bruxelas corta previsão de crescimento
Economia 2 min. 16.11.2016 Do nosso arquivo online

Bruxelas corta previsão de crescimento

Bruxelas corta previsão de crescimento

Foto: AFP
Economia 2 min. 16.11.2016 Do nosso arquivo online

Bruxelas corta previsão de crescimento

A Comissão Europeia reviu em baixa o crescimento do Luxemburgo para 2017. No seu relatório das previsões de outono, Bruxelas antevê um avanço de 3,8% na economia para 2017, ligeiramente abaixo dos 3,9% apontados nas previsões da primavera publicadas em maio deste ano.

Por Paula Cravina de Sousa - A Comissão Europeia reviu em baixa o crescimento do Luxemburgo para 2017. No seu relatório das previsões de outono, Bruxelas antevê um avanço de 3,8% na economia para 2017, ligeiramente abaixo dos 3,9% apontados nas previsões da primavera publicadas em maio deste ano.

Em 2018, o crescimento deverá ser mais modesto, mas ainda assim bem acima dos 3% (situando-se nos 3,6%). No documento, Bruxelas apresenta as suas previsões para os países da Europa a 28 para os próximos anos. A economia do Grão-Ducado vai avançar nos próximos anos, a um ritmo superior até ao da zona euro (1,5%). Mas não vai crescer sempre da mesma forma nos próximos dois anos. A diferença está nos motores de crescimento. No próximo ano será a procura interna a ditá-lo. Isto, porque vai haver, segundo Bruxelas, mais rendimento disponível que vai fazer subir o consumo.

A reforma fiscal e a indexação salarial (que poderá chegar em dezembro), vão aumentar o rendimento disponível das famílias, e logo, o consumo e o investimento das empresas. No entanto, é preciso ter em conta que nem todo o rendimento é gasto pelas famílias: parte vai para poupança e parte do consumo e investimento no Luxemburgo é importado. Apesar destes fatores, a economia deve crescer 3,8% em 2017.

Em 2018, a situação deverá ser diferente. O consumo vai acalmar e o crescimento económico passa a ser sustentado pelo ambiente externo, ou seja, pela recuperação económica na zona euro. Ainda assim, isto não será suficiente para manter os níveis de crescimento, que vão baixar ligeiramente para os 3,6%.

No próximo ano, o aumento da procura deverá ter um impacto positivo no emprego que vai crescer 2,9% e mais 2,6% em 2018. No entanto, apesar deste acréscimo no emprego, não deverá haver um reflexo direto na taxa de desemprego que vai variar entre os 6,2% e os 6,1%. Isto por causa da elevada percentagem de trabalhadores fronteiriços.

Os resultados orçamentais também vão sofrer. O excedente orçamental deve situar-se nos 1,3% este ano, mas deve baixar até chegar a um saldo nulo no próximo ano, muito por efeito da reforma fiscal, que vai comprometer as receitas, e devido às regras de cobrança do IVA no comércio eletrónico, que fizeram com que o imposto seja agora cobrado no país da aquisição.

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