Escolha as suas informações

Bruxelas coloca-se à margem da escolha de candidato europeu ao FMI
Economia 2 min. 02.08.2019

Bruxelas coloca-se à margem da escolha de candidato europeu ao FMI

(FILES)The logo of the International Monetary Fund(IMF) is seen in this June 14, 2013 file photo at IFM headquaraters in Washington, DC.  The International Monetary Fund said September 25, 2013 it was close to reaching agreement to provide financial support to the government of South Sudan.The IMF said discussions on support under its Rapid Credit Facility, which helps finance governments facing immediate balance of payments problems, "are at an advanced stage and could be concluded in coming days." The IMF gave no size for the proposed RCF loan, but said that if it is implemented successfully, it would set the basis for stabilizing the young country's economy and help it attract support from other lenders and from private investors. AFP PHOTO/Paul J. Richards

Bruxelas coloca-se à margem da escolha de candidato europeu ao FMI

(FILES)The logo of the International Monetary Fund(IMF) is seen in this June 14, 2013 file photo at IFM headquaraters in Washington, DC. The International Monetary Fund said September 25, 2013 it was close to reaching agreement to provide financial support to the government of South Sudan.The IMF said discussions on support under its Rapid Credit Facility, which helps finance governments facing immediate balance of payments problems, "are at an advanced stage and could be concluded in coming days." The IMF gave no size for the proposed RCF loan, but said that if it is implemented successfully, it would set the basis for stabilizing the young country's economy and help it attract support from other lenders and from private investors. AFP PHOTO/Paul J. Richards
AFP
Economia 2 min. 02.08.2019

Bruxelas coloca-se à margem da escolha de candidato europeu ao FMI

“Sei que há a tradição de que o diretor-geral seja europeu, mas não cabe à Comissão ter um papel neste processo”, afirmou a porta-voz da Comissão Europeia.

A Comissão Europeia não tem um papel a desempenhar no processo de escolha de um candidato europeu para a liderança do Fundo Monetário Internacional (FMI), recordou hoje a porta-voz do executivo comunitário.

“As consultas e a votação estão em curso. A Comissão não tem um papel a desempenhar neste processo. Evidentemente, apoiamos um candidato europeu que possa contribuir para a estabilidade do sistema financeiro internacional”, declarou Mina Andreeva na conferência de imprensa diária do executivo comunitário em Bruxelas.

A porta-voz lembrou que aquele organismo é “um pilar para o sistema” e sublinhou que Bruxelas acredita que há “um número de candidatos europeus muito qualificados que podem garantir a contribuição do FMI para a estabilidade da economia internacional”.

“Sei que há a tradição de que o diretor-geral seja europeu, mas não cabe à Comissão ter um papel neste processo”, insistiu.

A votação para a designação do candidato europeu à sucessão de Christine Lagarde na liderança do FMI começou cerca das 8h00 e está ainda a decorrer, com fontes do Ministério das Finanças francês a estimarem que ainda hoje seja possível conhecer o eleito entre os três nomes que permanecem na corrida.

Os Governos da União Europeia vão eleger entre o holandês Jeroen Dijsselbloem, antigo presidente do Eurogrupo, o governador do banco central finlandês, Olli Rehn, e a búlgara Kristalina Georgieva, atual 'número dois' do Banco Mundial, depois de o ministro das Finanças português, Mário Centeno, e da sua homóloga espanhola, Nadia Calviño, terem desistido da votação, em nome de um compromisso para um candidato comum entre os 28.

A votação, feita por correio eletrónico, está a decorrer “segundo as regras europeias de maioria qualificada”, que estipulam que o eleito tem de recolher o apoio de 55% dos países-membros representando pelo menos 65% da população da UE.

“Podem ser organizadas várias fases de votação, se for necessário”, precisou o ministério francês.

Incumbido pelos seus colegas europeus de coordenar as conversações para designar um candidato europeu à sucessão da francesa Christine Lagarde, o ministro das Finanças francês, Bruno Le Maire, constatou na quinta-feira que não havia um consenso entre os 28 sobre qual o nome a indicar para a liderança do FMI, tendo decidido abrir uma votação.

Desde a sua criação, em 1944, aquela instituição foi sempre dirigida por um europeu, enquanto o Banco Mundial foi sempre liderado por um americano.

Lagarde, a primeira mulher a liderar o FMI, deixa o cargo para substituir Mario Draghi como presidente do Banco Central Europeu (BCE).

Lusa


Notícias relacionadas