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Bruxelas aperta gigantes tecnológicos contra monopólio
Economia 11.11.2020

Bruxelas aperta gigantes tecnológicos contra monopólio

Bruxelas aperta gigantes tecnológicos contra monopólio

Foto: AFP
Economia 11.11.2020

Bruxelas aperta gigantes tecnológicos contra monopólio

Comissão Europeia abre novas investigações contra a Amazon, que entre 2006 e 2014 terá beneficiado no Luxemburgo da isenção de impostos de 75% dos seus lucros.

Em plena pandemia, os gigantes da tecnologia lucram como nunca. No fim de junho, de acordo com a Bloomberg, o valor combinado da Amazon, Apple, Facebook e Google aumentou em 250 mil milhões de dólares durante o segundo trimestre fiscal deste ano. A Alphabet, que é a empresa-mãe do gigante tecnológico Google, registou 38,297 mil milhões de dólares em receitas durante o último trimestre. Já a Facebook duplicou o lucro no primeiro trimestre deste ano, para 4.902 milhões de dólares, face a igual período do ano anterior.

Na terça-feira, a comissária europeia para a Concorrência, Margrethe Vestager, anunciou uma nova investigação contra a Amazon. A dinamarquesa, tantas vezes alvo do ódio de Donald Trump, encabeça a luta contra os casos de abusos das multinacionais tecnológicas.

Neste momento, a Comissão Europeia mantém em aberto duas investigações contra a empresa de Jeff Bezos. A primeira diz respeito à utilização de dados confidenciais dos retalhistas que vendem na plataforma. Bruxelas suspeita que a Amazon está a utilizar o seu volume de visitas, vendas, envios e até reclamações de clientes para afinar a sua estratégia comercial, sabendo antecipadamente quais os produtos com maior sucesso. 

A outra investigação é sobre a forma como a empresa escolhe o vencedor da Buy Box, que permite adicionar artigos de um retalhista diretamente ao carrinho de compras. Aparecer nele pode fazer a diferença entre vender cinco unidades ou 500 de um produto num único dia.

De acordo com o El País, para além destas duas investigações em curso, a Comissão Europeia forçou a Amazon em 2017 a devolver 250 milhões de euros aos cofres públicos do Luxemburgo por ter beneficiado de um pacto fiscal em condições favoráveis - as chamadas decisões fiscais - que lhe permitiram isentar de impostos 75% dos seus lucros na Europa entre maio de 2006 e junho de 2014, e de que os seus concorrentes não usufruíam. O governo luxemburguês recorreu então da decisão negando qualquer tratamento favorável e o dinheiro permanece numa conta à espera que o sistema judicial europeu anuncie a sua decisão.


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