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Brexit. May quer renegociar sobre fronteira na Irlanda
Economia 30.01.2019 Do nosso arquivo online

Brexit. May quer renegociar sobre fronteira na Irlanda

Brexit. May quer renegociar sobre fronteira na Irlanda

Foto: AFP
Economia 30.01.2019 Do nosso arquivo online

Brexit. May quer renegociar sobre fronteira na Irlanda

Votação de ontem no Parlamento britânico aponta mesmo para mudanças na questão irlandesa, mas Bruxelas recusa.

Afinal, Theresa May, que defendeu o contrário ao longo dos últimos meses, já admite mudanças na questão de voltar a existir uma fronteira entre a Irlanda e a Irlanda do Norte e ontem, após a votação no Parlamento sobre emendas ao acordo do Brexit, confirmou mesmo que pretende renegociar com a União Europeia sobre o assunto. Porém, Bruxelas já repetiu que não fará qualquer negociação deste tema.

Na votação de ontem, o mecanismo 'backstop', uma salvaguarda para impedir que volte a haver fronteira física na Irlanda, foi substituído por "disposições alternativas". Tudo isto na sequência de uma emenda apresentada por Graham Brady, deputado conservador, prevendo que "o 'backstop' da Irlanda do Norte seja substituído por disposições alternativas para se evitar uma fronteira dura" com a República da Irlanda.

Mas Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu, repetiu através de comunicado a posição da União Europeia. "O acordo de saída é e continua a ser a melhor e a única forma de garantir uma saída ordeira do Reino Unido da União Europeia. O 'backstop' faz parte do acordo de saída e este não está aberto a negociações", escreveu. E o Governo da Irlanda acompanhou-o de imediato nestas afirmações.

Uma outra via neste capítulo que estará a ser alvo de negociações por iniciativa do deputado Kit Malthouse é a possibilidade de renegociar o 'backstop' com recurso a tecnologia para a tal linha de separação entre Irlanda e Irlanda do Norte. Neste plano está incluído um alargamento de um ano na fase de transição (passaria a ser no final de 2021) sem esquecer o pagamento de quase 45 mil milhões de euros por parte do Reino Unido.

Além disso, foi ainda votada uma emenda que não tem peso de lei a defender que o Reino Unido não deixe a União Europeia sem um acordo. Esta aprovação levou Jeremy Corbyn, líder dos Trabalhistas, a mudar de opinião, passando a admitir um encontro com a primeira-ministra e a discussão das suas ideias para o Brexit.

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