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Brexit. Governador do Banco de Inglaterra prevê “choque instantâneo” na economia
Economia 02.08.2019

Brexit. Governador do Banco de Inglaterra prevê “choque instantâneo” na economia

Brexit. Governador do Banco de Inglaterra prevê “choque instantâneo” na economia

Foto: AFP
Economia 02.08.2019

Brexit. Governador do Banco de Inglaterra prevê “choque instantâneo” na economia

As declarações são feitas um dia após a publicação das previsões de crescimento para 2019 e 2020, que foram revistas em baixa, para 1,3%, quando antes previam 1,5% e 1,6%, respetivamente.

O governador do Banco da Inglaterra, Mark Carney, afirmou hoje que um ‘Brexit’ sem acordo a 31 de outubro resultaria num "choque instantâneo" à economia do Reino Unido.

"Sem um acordo, o choque para a economia é instantâneo", disse Carney hoje, entrevistado pela rádio BBC Radio 4.

O responsável pela política monetária justificou que "as implicações económicas de uma saída sem acordo são que as regras do jogo para exportar para a Europa ou importar da Europa vão mudar completamente e algumas indústrias muito grandes neste país, que são altamente lucrativas, vão deixar de ser lucrativas".

As declarações são feitas um dia após a publicação das previsões de crescimento para 2019 e 2020, que foram revistas em baixa, para 1,3%, quando antes previam 1,5% e 1,6%, respetivamente.

O relatório trimestral sobre a inflação atribuiu esta decisão às incertezas do 'Brexit' e ao abrandamento da economia mundial.

"Estes fatores devem continuar a pesar no crescimento a curto prazo e de forma mais acentuada do que tinha sido antecipado em maio", referiram os membros do comité de política monetária do banco central, que, por unanimidade, decidiram deixar a principal taxa de juro da instituição em 0,75%. Para 2021, é apontado um crescimento de 2,3%.

O Banco de Inglaterra estima que um 'Brexit' sem acordo levará a uma desvalorização da libra, um aumento da inflação e uma desaceleração da economia britânica.

A saída britânica da União Europeia ('Brexit') está prevista para 31 de outubro e o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, tem reafirmado que o Reino Unido vai sair naquela data, com ou sem acordo.

Lusa


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