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Borrell propõe confiscar reservas russas para reparações de guerra na Ucrânia
Economia 09.05.2022
Guerra na Ucrânia

Borrell propõe confiscar reservas russas para reparações de guerra na Ucrânia

Josep Borrell
Guerra na Ucrânia

Borrell propõe confiscar reservas russas para reparações de guerra na Ucrânia

Josep Borrell
Foto: AFP
Economia 09.05.2022
Guerra na Ucrânia

Borrell propõe confiscar reservas russas para reparações de guerra na Ucrânia

Lusa
Lusa
"Esta é uma das questões políticas mais importantes em cima da mesa: quem vai pagar a reconstrução da Ucrânia?", questionou o Alto Representante dos Negócios Estrangeiros da UE, em entrevista ao Financial Times.

O chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, propôs o confisco das reservas da Rússia congeladas pela comunidade de 27 países para reconstruir a Ucrânia após a guerra, numa entrevista hoje publicada.

"Esta é uma das questões políticas mais importantes em cima da mesa: quem vai pagar a reconstrução da Ucrânia?", disse Borrell numa entrevista ao jornal Financial Times.


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"Eu seria muito a favor [de usar as reservas] porque faz muito sentido. Temos o dinheiro nos nossos bolsos e alguém teria de me explicar por que é que isso pôde ser feito com o dinheiro afegão, mas não pode ser feito com o dinheiro russo", argumentou o Alto Representante dos Negócios Estrangeiros da UE.

Na visita à Ucrânia, na passada semana, a líder da Casa de Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, já tinha feito o desafio aos países europeus para que seguissem essa estratégia defendida pelo Governo do Presidente Joe Biden, usando dinheiro russo congelado para a reconstrução das cidades ucranianas.

Borrell referia-se ao facto de o Governo dos Estados Unidos ter assumido o controlo de vários milhares de milhões de dólares em ativos congelados do banco central do Afeganistão para compensar as vítimas do terrorismo e pagar a ajuda humanitária a esse país, alegando que o mesmo pode ser feito na Ucrânia com recurso a dinheiro russo.

O jornal lembra que, em março, a Rússia quantificou em cerca de 300 mil milhões de euros as suas reservas de ouro e moeda congeladas por países aliados contra o Kremlin, através de múltiplas sanções por causa da invasão da Ucrânia.


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Em resposta a esta ideia de Borrell, a Rússia defendeu que usar as suas reservas congeladas para cobrir os custos da reconstrução da Ucrânia iria minar a confiança na UE.

“Seria a destruição dos próprios fundamentos das relações internacionais. E essas decisões, se tomadas, afetarão os próprios europeus e o seu sistema financeiro e minarão a confiança na Europa e no Ocidente em geral. Seria a anarquia completa, a lei da selva", disse o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Alexander Gruskó, segundo a agência TASS.

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