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Bettel regressa de Bruxelas com 100 milhões de euros
Economia 2 min. 21.07.2020

Bettel regressa de Bruxelas com 100 milhões de euros

Bettel regressa de Bruxelas com 100 milhões de euros

Foto: AFP
Economia 2 min. 21.07.2020

Bettel regressa de Bruxelas com 100 milhões de euros

Patrick JACQUEMOT
Patrick JACQUEMOT
O Grão-Ducado vai receber 100 milhões do total de 750 mil milhões de euros do Fundo de Recuperação para relançar a economia europeia na crise provocada pela covid-19. Líderes europeus chegaram a acordo após quatro dias de negociações tensas.

Após quatro dias de intensas conversações em Bruxelas, os líderes dos 27 Estados-membros da União Europeia chegaram a um acordo considerado por muitos "histórico" e que ajudará a Europa a reerguer-se da crise provocada pela pandemia da covid-19.

Marcada por alguns momentos de tensão entre os líderes, o que é certo é que os 27 chegaram a acordo para aprovar o pacote de ajuda à economia europeia - Fundo de Recuperação - de 750 mil milhões de euros. O dinheiro que ajudará os Estados-membros a fazer face à atual crise económica da covid-19 é suportado pelo orçamento de 1,074 biliões de euros previsto para o período 2021-2027.

A parte que toca ao Grão-Ducado será de 100 milhões de euros. Logo após o fumo branco, o primeiro-ministro Xavier Bettel mostrou-se satisfeito pelo valor da ajuda: "Éramos da opinião que o equilíbrio alcançado era o mais certo". Já no domingo passado, o governante tinha apelado aos Estados-membros para uma tomada de decisão rápida. "Estamos contentes por demonstrar a nossa solidariedade e de receber algum em troca", disse aos jornalistas.

À saída da cimeira, esta manhã, Bettel disse mesmo que o valor "poderia até ter sido mais baixo. Se o valor total tivesse sido revisto em baixa, a parcela [que tocou ao Luxemburgo] poderia ter sido menor, mas esta questão não esteve em cima da mesa", explicou.

A sobriedade das palavras contrasta com o entusiasmo de outros líderes como a belga Sophie Wilmès ou o francês Emmanuel Macron. A governante belga colocou na redes social Twitter que este era um "bom acordo" enquanto que Macron apelidou o dia de "histórico" no Facebook.


Empréstimo ou subvenção? 

O Fundo de Recuperação de 750 mil milhões de euros será financiado por um empréstimo da Comissão Europeia em nome do bloco, um instrumento sem precedentes na história da União. Este poder concedido ao executivo comunitário é "limitado em tamanho e duração". O reembolso deve ser feito até 2058 o mais tardar. Do total 390 mil milhões de euros serão redistribuídos aos Estados- membros através de subsídios e 360 mil milhões através de empréstimos (ou seja, reembolsáveis).   


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No que toca à parte luxemburguesa, não se sabe ainda se os 100 milhões de euros serão concedidos através de subvenção ou empréstimo. Em todo o caso, o Grão-Ducado não beneficiará de uma redução da contribuição para o orçamento comunitário, ao contrário dos 'descontos' concedidos aos países que consideraram a sua contribuição para as finanças da UE desproporcionada em relação ao que recebem. 

Assim, os quatro 'frugais' (Dinamarca, Países Baixos, Áustria e Suécia), que foram os mais intransigentes na criação do Fundo de Recuperação, verão a sua contribuição para o futuro orçamento da UE (2021-2027) diminuir drasticamente. O 'desconto' concedido à Alemanha não se alterou com as negociações, mantendo-se nos 3,67 mil milhões de euros. 

Artigo publicado originalmente na versão francesa do Luxemburger Wort. Traduzido e editado por Catarina Osório. 

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