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Berlim. Exigir pagamento do gás russo em rublos é “rutura de contrato”
Economia 23.03.2022 Do nosso arquivo online
Guerra na Ucrânia

Berlim. Exigir pagamento do gás russo em rublos é “rutura de contrato”

Robert Habeck, Ministro da Economia alemão.
Guerra na Ucrânia

Berlim. Exigir pagamento do gás russo em rublos é “rutura de contrato”

Robert Habeck, Ministro da Economia alemão.
Bernd von Jutrczenka/dpa
Economia 23.03.2022 Do nosso arquivo online
Guerra na Ucrânia

Berlim. Exigir pagamento do gás russo em rublos é “rutura de contrato”

Lusa
Lusa
“Vamos agora discutir com os nossos parceiros europeus sobre a forma de responder a esta exigência”, disse o ministro da Economia alemão, Robert Habeck.

A Alemanha criticou hoje o anúncio feito pelo Presidente russo, Vladimir Putin, de que Moscovo deixará de aceitar pagamentos em dólares ou euros pelo fornecimento de gás à União Europeia, classificando-o como uma “rutura de contrato”.

Tal exigência “constitui uma rutura de contrato”, declarou o ministro da Economia alemão, Robert Habeck, numa conferência de imprensa em Berlim.


O Presidente russo, Vladimir Putin, disse esta quarta-feira que "já não faz sentido receber dólares e euros"
Rússia passa a exigir que 'países hostis' paguem gás em rublos
Vladimir Putin anunciou esta quarta-feira que o país deixará de aceitar pagamentos em dólares ou euros para fornecimentos de gás à UE.

“Vamos agora discutir com os nossos parceiros europeus sobre a forma de responder a esta exigência”, acrescentou.

Putin anunciou hoje que a Rússia não aceitará mais pagamentos em dólares ou euros pelo fornecimento de gás à UE, dando uma semana às autoridades russas para organizarem o novo sistema em rublos.

O Presidente russo explicou que se tratava de uma reação ao congelamento de bens da Rússia no Ocidente por causa da sua ofensiva na Ucrânia.

A Alemanha está particularmente dependente do gás russo, que representa cerca de 55% das suas importações de gás.

E, apesar da invasão da Ucrânia por Moscovo, o gás russo continua a fluir em direção à UE, que se recusa a impor um embargo, como fizeram os Estados Unidos e o Reino Unido.

Berlim está, contudo, a tentar reduzir rapidamente a sua dependência obtendo outros fornecedores.

O Governo alemão irá, em particular, acelerar a construção de terminais de gás natural liquefeito (GNL) com vista à importação do mesmo.

Além disso, a Alemanha acabou de assinar um acordo com o Qatar, grande exportador de GNL, para um “abastecimento a longo prazo”, numa visita de Habeck a esse país do Golfo Pérsico no passado fim de semana.

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