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Bem-estar não acompanha o crescimento dos rendimentos
Economia 20.01.2020

Bem-estar não acompanha o crescimento dos rendimentos

Bem-estar não acompanha o crescimento dos rendimentos

Foto: Getty Images
Economia 20.01.2020

Bem-estar não acompanha o crescimento dos rendimentos

O dinheiro não traz felicidade. É um ditado antigo que agora foi estudado pelo instituto de estatística luxemburguês (Statec) através da medição do bem-estar e do crescimento dos rendimentos.

Apesar de breves recessões, a economia luxemburguesa registou um crescimento económico quase contínuo desde 1981. No entanto, a proporção de residentes que se diz satisfeita com a vida é relativamente elevada, mas não cresce, isto é, tem-se mantido constante.

Para o Statec, o resultado é surpreendente, sobretudo tendo em conta que o bem-estar aumentou em países como França ou a Holanda. Assim, a evolução da satisfação de vida no Luxemburgo é exemplo do chamado paradoxo de Estaerlin. Segundo este paradoxo, os países ricos são mais felizes, mas a felicidade não segue o ritmo de crescimento dos rendimentos.

Os autores concluem, então, que o nível de satisfação só cresce ao mesmo ritmo do rendimento, se não estiver associado à desigualdade de rendimentos, e se estiver ligado a uma taxa de desemprego baixa e a apoios sociais generosos.


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