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BCE reforça apoio à economia num cenário mais sombrio
Economia 2 min. 07.03.2019

BCE reforça apoio à economia num cenário mais sombrio

BCE reforça apoio à economia num cenário mais sombrio

Foto: AFP
Economia 2 min. 07.03.2019

BCE reforça apoio à economia num cenário mais sombrio

O banco central vai manter as taxas de juro baixas até 2020 e vai lançar em setembro próximo uma nova vaga de empréstimos de prazo alargado destinada aos bancos da zona euro.

O Banco Central Europeu (BCE) mostrou-se hoje mais pessimista sobre a evolução económica na zona euro em 2019 e nos dois anos seguintes, baixando as suas previsões de crescimento e de inflação.

A instituição liderada por Mario Draghi espera agora que este ano a economia da zona euro cresça 1,1% e que em 2020 o crescimento seja de 1,6%, quando em dezembro previa um aumento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,7% para os dois anos. Para 2021, a previsão continua a ser de 1,5%.

O BCE também reviu em baixa as previsões de inflação para 1,2% em 2019, para 1,5% no próximo ano e 1,6% em 2021, quando as anteriores previsões eram de 1,6%, 1,7% e 1,8%, respetivamente.

Draghi admitiu implicitamente que o BCE não vai atingir antes de 2022 o seu objetivo de uma inflação ligeiramente abaixo de 2%.

Em conferência de imprensa, após a reunião de hoje, em Frankfurt, o presidente do BCE apontou os múltiplos riscos que pressionam a conjuntura, das tensões protecionistas às incertezas geopolíticas, passando pelos sobressaltos nos mercados emergentes.

O "abrandamento da procura externa" e "fatores" específicos em determinados setores ou países, como as dificuldades da indústria automóvel alemã, "sugerem perspetivas mais fracas do que o esperado a médio prazo", declarou.

Draghi insistiu, como já tinha feito em anteriores ocasiões, num apoio económico ligado "a condições favoráveis de financiamento", num recuo do desemprego e num aumento dos salários.

O Conselho de Governadores da instituição continua, no entanto, a considerar "fraca" a probabilidade de uma recessão no conjunto da zona euro, disse Draghi.

Depois da reunião de hoje, o BCE remeteu uma subida das taxas de juro para 2020, quando até agora tinha como horizonte manter "até ao verão de 2019" os juros nos níveis mínimos em que se encontram desde março de 2016, com a principal taxa de refinanciamento em zero.

O banco central anunciou também que vai lançar em setembro próximo uma nova vaga de empréstimos de prazo alargado destinada aos bancos da zona euro para preservar "as condições favoráveis de crédito".

O cenário mais sombrio traçado pelo BCE levou o euro a cair para o valor mais baixo em quatro meses face ao dólar, enquanto as principais bolsas europeias seguem no 'vermelho'.


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