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BCE pode reforçar medidas para apoiar economia europeia, se for necessário
Economia 05.12.2015 Do nosso arquivo online
Mario Draghi

BCE pode reforçar medidas para apoiar economia europeia, se for necessário

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi
Mario Draghi

BCE pode reforçar medidas para apoiar economia europeia, se for necessário

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi
Foto: AFP
Economia 05.12.2015 Do nosso arquivo online
Mario Draghi

BCE pode reforçar medidas para apoiar economia europeia, se for necessário

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, afirmou que está pronto a intensificar a acção para apoiar a economia e afirmou-se "confiante" numa subida da inflação "sem atrasos injustificados".

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, afirmou que está pronto a intensificar a acção para apoiar a economia e afirmou-se "confiante" numa subida da inflação "sem atrasos injustificados".

"Não há qualquer dúvida, se tivermos de intensificar a utilização dos instrumentos de que dispomos para garantir que atingimos o objetivo de estabilidade de preços, faremos isso", afirmou o presidente do BCE num discurso em Nova Iorque, um dia depois de a instituição ter dececionado os mercados com as decisões que anunciou.

Com uma inflação baixa e uma recuperação tímida na zona euro, o BCE decidiu na quinta-feira cortar a sua taxa de depósitos (que ficou em -0,30%) e prolongar por pelo menos seis meses o programa alargado de compra de ativos lançado em março passado com uma duração inicialmente prevista até setembro de 2016. Agora, esse programa vai estar em vigor até março de 2017.

Após as medidas terem sido anunciadas, as bolsas caíram e o euro registou uma subida acentuada.

"O pacote (de medidas anunciado) não tinha como objetivo responder às expectativas dos mercados", afirmou Draghi, acrescentando que o programa vai durar bastante tempo.

No discurso, Draghi disse confiar que a atuação do BCE permitirá retomar a trajetória de uma inflação próxima de 2%.

"Posso dizer (...) com confiança - e sem qualquer complacência - que vamos conseguir regressar a uma inflação de 2% sem atrasos injustificados", afirmou.

Draghi disse ainda que o risco de deflação, que pairou há alguns meses, está "completamente afastado".



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