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BCE mantém taxas de juro, mas sinaliza descida (atualizada)
Economia 25.07.2019 Do nosso arquivo online

BCE mantém taxas de juro, mas sinaliza descida (atualizada)

BCE mantém taxas de juro, mas sinaliza descida (atualizada)

Foto: Reuters
Economia 25.07.2019 Do nosso arquivo online

BCE mantém taxas de juro, mas sinaliza descida (atualizada)

A redução das taxas de juro pode ser anunciada em setembro.

O Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas de juro, mas sinalizou uma redução. Além disso, o organismo liderado por Mario Draghi prepara mais medidas de estímulo à economia como a compra de ativos (conhecido também como quantitive easing). Os mercados acreditam que estas mudanças na política monetária podem ser anunciadas em setembro deste ano.

O BCE disse esperar que as taxas de juro se devem manter nos níveis atuais ou mais baixos, pelo menos, até ao final do primeiro semestre de 2020. Um sinal de que a instituição se prepara para baixar as taxas de juro, uma vez que até aqui, falava apenas em manter as taxas nos níveis atuais.

Com a inflação bem abaixo da meta do BCE (que é um valor próximo, mas abaixo dos 2%), a produção industrial alemã em queda livre e a Reserva Federal norte-americana a dar sinais de descida dos juros, era uma questão de tempo até o BCE voltar a abrir a porta a novas medidas de ajuda à economia.

Na conferência de imprensa que se seguiu ao anúncio do BCE, Mario Draghi admitiu que a perspetiva está “a piorar e a piorar” e adiantou que a possibilidade de uma recuperação na segunda metade do ano é cada vez menos provável. No entanto, o responsável – que abandonará o cargo no final de outubro para dar lugar a Christine Lagarde – afastou o cenário de crise. Isto, apesar dos sinais de abrandamento da Alemanha e de Itália, duas das maiores economias da União Europeia.

Draghi referiu ainda a meta do BCE para a taxa de inflação, que deve estar próximo mas abaixo dos 2%, e mudou o discurso. O presidente do BCE disse agora que o objetivo tanto pode estar abaixo como acima dos 2%, o que abre caminho para manter os estímulos por mais tempo, mesmo que a taxa de inflação ultrapasse aquele valor.


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