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Banco Mundial baixa projeção de crescimento da zona euro
Economia 2 min. 09.01.2020

Banco Mundial baixa projeção de crescimento da zona euro

Banco Mundial baixa projeção de crescimento da zona euro

Economia 2 min. 09.01.2020

Banco Mundial baixa projeção de crescimento da zona euro

Lusa
Lusa
Um dos maiores riscos é a vulnerabilidade no setor bancário.

O Banco Mundial reviu em baixa a projeção do crescimento da economia da zona euro para 1% em 2020, abaixo dos 1,4% previstos em junho e dos 1,1% estimados para 2019.

"É esperado que o crescimento abrande para 1% em 2020, 0,4 pontos percentuais abaixo das projeções anteriores, devido a dados recebidos piores do que o esperado, especialmente a produção industrial", pode ler-se na secção do relatório "Previsões Económicas Globais", ontem divulgado, dedicada à zona euro.

De acordo com o relatório, o Banco Mundial reviu também em baixa as estimativas de crescimento para 2019 em 0,1 pontos percentuais, para 1,1%.

Já para 2021, a previsão de 1,3% manteve-se face a junho, sendo igual ao valor previsto para o crescimento de 2022, valores abaixo do crescimento registado em 2017 (2,5%) e 2018 (1,9%).

O Banco Mundial prevê que o crescimento "recupere modestamente para uma média de 1,3% em 2021-22, assumindo que o apoio às políticas ganha tração, que o processo do 'Brexit' [saída do Reino Unido da União Europeia] se desenvolve com mínima disrupção, e que não há uma maior escalada nas restrições ao comércio".

"A posição orçamental global da zona euro deverá ser relativamente equilibrada durante o período das projeções, providenciando pouco apoio adicional à atividade, apesar de existir espaço em algumas economias", considera a instituição presidida por David Malpass.

A entidade sediada em Washington assinala também que "o BCE [Banco Central Europeu] deu estímulo monetário levando a sua política de taxas de juro para terreno ainda mais negativo, recomeçando o programa de compra de ativos e providenciando crédito barato aos bancos".

Do lado dos riscos, é assinalado que as "vulnerabilidades no setor bancário podem levar a um maior abrandamento, dado que os bancos são a principal fonte de crédito da região e - apesar de algumas melhorias recentes - continuam a sofrer de baixa rendibilidade e de níveis elevados de crédito malparado".

"As taxas de juro negativas na região podem também comprometer ainda mais o lucro dos bancos e erodir a estabilidade financeira, possivelmente impactando os custos de financiamento dos soberanos", assinala a instituição.

O Banco Mundial denota ainda que "uma inesperada falência de um banco - gerada, por exemplo, pela exposição ao setor industrial alemão, em dificuldades, ou movimentos agudos no preço dos ativos depois do 'Brexit' - podem acionar um 'stress' financeiro mais alargado e uma perda de confiança associada".

Relativamente a 2019, o Banco Mundial considera que "a atividade económica na zona euro se deteriorou significativamente", e que "várias economias estiveram à beira da recessão em alguns momentos no ano passado".

O Banco Mundial destaca "a fragilidade no setor industrial alemão, que teve dificuldades face à redução da procura na Ásia e às disrupções da produção automóvel", bem como "a incerteza relativa ao 'Brexit'" ao longo do ano.

A instituição previu hoje um crescimento de 2,5% da economia mundial em 2020, um valor abaixo dos 2,7% projetados em junho, mas acima dos 2,4% estimados para 2019, e adverte que "os riscos negativos predominam".



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