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Banco BIL multado em 4,6 ME por falhas na luta contra branqueamento de capitais
Economia 11.08.2020

Banco BIL multado em 4,6 ME por falhas na luta contra branqueamento de capitais

Banco BIL multado em 4,6 ME por falhas na luta contra branqueamento de capitais

Foto: Pierre Matgé
Economia 11.08.2020

Banco BIL multado em 4,6 ME por falhas na luta contra branqueamento de capitais

Catarina OSÓRIO
Catarina OSÓRIO
A Comissão de Supervisão do Setor Financeiro (CSSF, na sigla francesa) sancionou o banco BIL ao pagamento de 4,6 milhões de euros por falhas na luta contra o branqueamento de capitais e terrorismo.

Em comunicado enviado às redações na segunda-feira, 10 de agosto, a CSSF informa que a sanção foi aplicada ao Banque Internationale à Luxembourg S.A. (BIL, na sigla) em março de 2020. Após duas auditorias, entre outubro e novembro de 2017 e julho e setembro de 2018, o organismo identificou "diversas falhas nos procedimentos da insituição em funcionamento na altura na luta contra o branqueamento de capitais e financiamento de terrorismo". As falhas foram identificadas "relativamente a um segmento limitado de clientes cujo risco inerente deve geralmente ser considerado elevado". 

A CSSF indica ainda que após a notificação o banco prontificou-se imediatamente a corrigir as lacunas identificadas. O montante da multa aplicada é proporcional ao volume de negócios do BIL, acrescenta ainda. Segundo a publicação online luxemburguesa REPORTER, as investigações centraram-se sobretudo nos clientes de países da Ásia Oriental e Central, em particular do Azerbaijão e do Cazaquistão. 

O REPORTER acrescenta ainda que o valor da sanção está longe de ser o mais pesado alguma vez imposto sobre a questão, mas ganha alguma relevância uma vez que o Estado luxemburguês detém uma participação de 9,993% na instituição bancária, juntamente com a Legend Holding da China. 


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Reagindo à notícia, o BIL emitiu um comunicado ainda na segunda-feira, onde afirma que "nenhuma atividade de branqueamento de capitais e financiamento de terrorismo foi identificada". "As falhas foram corrigidas de forma apropriada", reiterou o CEO, Marcel Leyers. 

No comunicado, o BIL acrescenta também que logo após a auditoria a instituição bancária definiu orientações mais rigorosas, com a ajuda de especialistas e formações do pessoal, no que respeita aos dois fenómenos. E que continua a colaborar ativamente com o regulador financeiro no trabalho de supervisão.

 


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