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Aumento dos preços já está a afastar clientes da restauração e hotelaria
Economia 2 min. 24.09.2022
Inflação

Aumento dos preços já está a afastar clientes da restauração e hotelaria

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Aumento dos preços já está a afastar clientes da restauração e hotelaria

Foto: Arquivo LW
Economia 2 min. 24.09.2022
Inflação

Aumento dos preços já está a afastar clientes da restauração e hotelaria

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Num inquérito da Horesca, a maioria dos empresários da Horeca revela já estar a sentir um impacto negativo nas reservas de clientes e mais de 60% diz que estes se estão a retrair devido à subida generalizada dos preços.

O aumento generalizado dos preços, devido à inflação e à crise energética, já e está a fazer sentir nas reservas para os restaurantes e hotelaria.

Um inquérito realizado pela Horesca a 71 estabelecimentos de restauração e hotelaria luxemburgueses, e cujos resultados foram publicados no Facebook da federação, mostra que a maioria dos inquiridos já está sentir uma quebra de clientes.

Questionados sobre como comparam a situação em matéria de reservas feitas pelos clientes, face a agosto deste ano, 43% dos empresários do setor responderam que está "má" e 13% que está "muito má", por comparação com 21% que a consideram "boa" e 18% que a definem como "satisfatória". Apenas para 6% a conjuntura está a revelar-se "muito boa" a esse nível. 

Fonte: Horesca

As percentagens não diferem muito quando a questão se centra só nas reservas de setembro, sem haver comparação com o mês do agosto. Face a uma análise concentrada apenas no presente mês, os empresários mostram-se igualmente pessimistas: 43% define a situação como "má" e  10% como "muito má", enquanto 32% a classifica como "satisfatória". 

Fonte: Horesca

No conjunto, somente 15% considera bom o nível de reservas que tem para este mês (11% classifica de "boa" essa situação e 4% de "muito boa"). 

Já nas razões que poderão levar a uma retração dos clientes, os empresários aponta quase todos o mesmo motivo. 


Aumento de 18%. Pão "mais caro do que nunca" na UE
Segundo o Eurostat, a Hungria foi o Estado-membro onde o preço do pão mais aumentou, em agosto, enquanto o Luxemburgo ficou abaixo da média da UE com a terceira menor subida.

Questionados sobre se sentem uma reticência crescente no consumo dos cliente devido a um aumento generalizado dos preços, 66% respondeu que "sim", contra 21% que disse que "não", enquanto 13% respondeu "não saber".

Fonte: Horesca


No mesmo inquérito, os empresários do setor admitiram ainda poder vir a ter de reduzir a sua atividade ou mesmo fechar durante os meses de outono e inverno por causa dos custos energéticos em especial do gás.


Gás. Horeca acredita que vai ter de reduzir atividade ou fechar no inverno
Num questionário feito aos empresários do setor, a maioria dos inquiridos admitiu ser "forte" ou "muito forte" a possibilidade de ter de diminuir o seu funcionamento ou fechar.

Estas respostas foram, contudo, recolhidas antes do primeiro acordo da reunião tripartida que já avançou com algumas medidas para conter o impacto da subida da inflação e dos preços, incluindo os da energia, nas contas das famílias e das empresas.

O pacote de medidas para colmatar a escalada de preços nos próximos meses deverá ser acordado na totalidade, pelo Governo, os sindicatos OGBL, LCGB e CGFP e a UEL, no próximo dia 28 de setembro.  No entanto, o ministro da Energia, Claude Turmes, fez saber, em entrevista ao Contacto, que poderá ter de se passar a "uma fase de redução obrigatória do consumo" se houver falta de gás. 


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É uma proposta do Déi Gréng. O partido ecologista defende a atribuição de uma ajuda de 1.000 euros às famílias para fazer face à crise energética atual. Apoio esse que deve ser disponibilizado o quanto antes, enquanto se espera um eventual acordo tripartido.