Aumento dos combustíveis. ULC quer poder de compra dos consumidores "garantido"
Aumento dos combustíveis. ULC quer poder de compra dos consumidores "garantido"
"O poder de compra da população tem de ser garantido". É esta a reação da União Luxemburguesa do Consumidor (ULC) à subida da taxa de inflação calculada pelo Instituto Nacional de Estatística (Statec). A ULC considera que "a espiral dos preços foi desencadeada nomeadamente pela introdução, em janeiro, do imposto sobre o dióxido de carbono (CO2) que causou um aumento dos combustíveis.
Só o preço do gasóleo já registou nove aumentos desde o início deste ano. Na evolução anual, a taxa de inflação passou de 0,5% para 1,9%. Na perspetiva da ULC os principais prejudicados são as pessoas com rendimentos baixos e médios e os reformados e pensionistas. A associação considera mesmo "inaceitável" o facto de o imposto sobre o CO2 não ser integrado no cálculo da taxa de inflação, não tendo impacto na indexação dos salários e pensões. Desta forma, o organismo reivindica ao Governo que passe a incluir este impostos nos cálculos do índice dos preços no consumidor.
A ULC mostra-se ainda preocupada com a subida de preços nalguns produtos alimentares e serviços em tempos de crise, altura em que muitos trabalhadores têm registado perdas de rendimentos, que geram, por sua vez, uma diminuição do poder de compra. E urge mesmo medidas para inverter esta tendência. Caso contrário o país está a direcionar-se para uma crise social, alerta.
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