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Atenas: Parlamento grego aprova terceiro plano de resgate ao país
O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, considera que o acordo para o terceiro resgate do país é uma “escolha forçada” do governo, tomada depois de “esgotar todas as vias de negociação”.

Atenas: Parlamento grego aprova terceiro plano de resgate ao país

AFP
O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, considera que o acordo para o terceiro resgate do país é uma “escolha forçada” do governo, tomada depois de “esgotar todas as vias de negociação”.
Economia 2 min. 14.08.2015

Atenas: Parlamento grego aprova terceiro plano de resgate ao país

O Parlamento grego aprovou hoje, por maioria, o acordo sobre o terceiro plano de resgate, após um debate que se prolongou durante toda a noite.

O Parlamento grego aprovou hoje, por maioria, o acordo sobre o terceiro plano de resgate, após um debate que se prolongou durante toda a noite.

A votação ocorreu esta manhã, depois de o primeiro-ministro, Alexis Tsipras, ter apelado à aprovação do acordo "para garantir a capacidade do país para sobreviver e continuar a lutar".

As longas horas de debate sobre plano de ajuda de 85 mil milhões de euros, o terceiro desde 2010, em troca de medidas de poupança drásticas, voltaram a evidenciar as dissidências no seio do partido governante Syriza.

Os ministros das Finanças da zona euro reúnem-se hoje à tarde em Bruxelas para discutirem o terceiro resgate à Grécia, apesar das dúvidas que permanecem e da possibilidade de se optar, no imediato, por um novo empréstimo transitório.

Tsipras defende resgate como única opção do país para se manter no euro

Tsipras considerou hoje que o acordo para o terceiro resgate do país é uma “escolha forçada” do governo, tomada depois de “esgotar todas as vias de negociação”.

Tsipras explicou que teve de escolher entre um programa de ajuda com o euro ou o dracma como moeda nacional.

“Perante um ultimato para a saída temporária da Grécia da zona euro, tomámos a responsabilidade perante o povo grego de nos mantermos vivos e continuarmos a luta em vez do suicídio (a saída do euro)”, afirmou esta manhã Tsipras num discurso no parlamento, numa sessão que se estendeu durante toda a madrugada.

O primeiro-ministro disse que não se arrepende de ter tomado essa decisão e, embora tenha reconhecido que a ajuda externa não é uma vitória, salientou que constitui a melhor opção que o país tinha num momento de asfixia financeira.

Por outro lado, disse que a solução do empréstimo ponte sugerida pela Alemanha "seria o regresso a uma crise sem fim".

"Isso é o que alguns procuram sistematicamente e nós temos a responsabilidade de o evitar, de não facilitar", afirmou.

A votação deste acordo é um requisito que as instituições exigiram antes da decisão do Eurogrupo.

Em causa estava a aprovação de um acordo sobre o plano de ajuda de 85 mil milhões de euros, o terceiro desde 2010, em troca de medidas de poupança drásticas.

A sessão começou na manhã de quinta-feira com o debate nas comissões parlamentares, que ficou marcado pelo confronto entre a presidente do Parlamento, Zoé Konstandopulu, e alguns membros do Governo.

Konstandopulu, que previsivelmente votou contra, manifestou o seu descontentamento sobre o procedimento parlamentar escolhido pelo Governo para tramitar a lei do resgate (a via de urgência) e propôs que a votação se realizasse hoje de manhã.

Os ministros das Finanças da zona euro reúnem-se esta sexta-feira em Bruxelas para se pronunciarem sobre o novo plano de ajuda à Grécia, em relação ao qual a Alemanha já disse “ter questões” que devem ser esclarecidas.


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