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Argentina faz novos cortes para convencer o FMI

Argentina faz novos cortes para convencer o FMI

Foto: AFP
Economia 04.09.2018

Argentina faz novos cortes para convencer o FMI

Maurício Macri contrariou o que dissera antes e anunciou um plano com subida de impostos e cortes na despesa do Estado para "conter o défice e recuperar a confiança dos mercados".

No total, o plano do presidente da Argentina deverá conduzir a uma redução de custos na ordem dos nove mil milhões de dólares até dezembro de 2019 e inclui medidas como o aumento de taxas sobre as exportações ou a eliminação de 13 dos 23 ministérios, segundo revela o diário El País. Os cortes foram decididos para "conter o défice e recuperar a confiança dos mercados" numa altura em que o país precisa de convencer o FMI a entregar os 50 mil milhões de dólares de resgate combinado no passado mês de junho.

Com o peso em queda (16% a menos num só dia, no final da semana passada), Macri decidiu subir a taxa de referência no país para 60%, o triplo da que existe na Venezuela e nove vezes acima do que sucede no Brasil. As contas do Governo argentino apontam para ganhos na ordem dos 1.500 milhões de dólares até dezembro com os impostos aplicados às exportações de produtos agrícolas (milho, soja e trigo), enquanto os aplicados às saídas de produtos nos setores industrial e de serviços devem valer 7.200 milhões de dólares em 2019, o equivalente a 1% do PIB, conforme indica a publicação espanhola.

O investimento público vai registar corte correspondente a 0,7% do PIB e haverá cortes em subsídios com transportes e eletricidade no valor de 0,5% do PIB. O diário espanhol refere que outros 0,2% serão poupados com remunerações e gastos operacionais, além de outros 0,2% com outros gastos correntes.

Na comunicação ao país das medidas de ajustamento fiscal, Macri procurou o apoio de todos os argentinos. “Sei que o principal esforço é o que cada um de vocês e as vossas famílias estão a fazer. Mas temos de continuar juntos contra quem faz o discurso do medo. Mudar é crescer e enfrentar as dificuldades”, afirmou. 

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