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ArcelorMittal quer suprimir 570 postos de trabalho no Luxemburgo
Economia 2 min. 10.09.2020

ArcelorMittal quer suprimir 570 postos de trabalho no Luxemburgo

ArcelorMittal quer suprimir 570 postos de trabalho no Luxemburgo

Foto: Chris Karaba
Economia 2 min. 10.09.2020

ArcelorMittal quer suprimir 570 postos de trabalho no Luxemburgo

Susy MARTINS
Susy MARTINS
A ArcelorMittal anunciou esta quinta-feira que tenciona suprimir 570 postos de trabalho no Luxemburgo. Sindicatos já reagiram ao anúncio.

A ArcelorMittal tenciona suprimir 570 postos de trabalho no Luxemburgo, ou seja 15% dos efetivos da ArcelorMittal. Trata-se de um plano de reestruturação maciço que pretende eliminar um terço dos empregos na administração e dois terços nos locais de produção. As centrais sindicais LCGB e OGBL já reagiram ao anúncio destes cortes, pedindo ao ministro do Trabalho e ao ministro da Economia, uma reunião tripartida com caráter de urgência.

Num comunicado enviado às redações, a LCGB lamenta a atitude da direção da empresa, que desde o último acordo da tripartida "preferiu ignorar as propostas do sindicato que permitiriam enfrentar as situações de crise". Daí reivindicar reivindicar com urgência um plano de investimento para as instalações da empresa no Luxemburgo, defendendo que "não se pode iniciar uma discussão sobre supressões de postos de trabalho sem a organização prévia de uma reunião tripartida no setor da siderurgia".   

Tanto a LCGB como a OGBL reivindicam a necessidade de um acordo apropriado às circunstâncias. Desemprego parcial estrutural e conjuntural, recurso à pré-reforma e à reconversão profissional são alguns dos instrumentos apontados pelo LCGB e OGBL para enfrentar a crise.    

Em agosto de 2019, a ArcelorMittal tinha anunciado a intenção de eliminar 216 postos de trabalho no Grão-Ducado. A empresa, da qual o Estado luxemburguês é acionista, justificou na altura o plano de restruturação com o aumento dos preços da produção de aço e a concorrência a nível internacional.

A isto, a gigante mundial do aço junta agora o argumento da covid-19, algo a que a LCGB garante estar atenta. A central sindical diz "esperar que a pandemia não esteja a ser utilizada como bode expiatório para explicar planos de reestruturações". Segundo a central sindical a ArcelorMittal "tem de assumir as suas responsabilidades, uma vez que o pretexto covid não é o único responsável por esta degradação".


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No mesmo sentido, a central sindical OGBL lamenta a situação em comunicado, e sublinha que o objetivo não é só evitar um plano social, mas também garantir o futuro da empresa no Luxemburgo, insistindo num plano de investimento para manter os empregos e a empresa no Grão-Ducado. O sindicato assegura que vai trabalhar de forma a manter os postos de trabalho, reiterando que a reestruturação não se pode fazer nas costas dos assalariados. 

A siderúrgica possuiu ao todo sete unidades de produção e duas de escritórios e investigação e desenvolvimento no Luxemburgo, incluindo em Belval, Differdande, Rodange, Bissen, Dommeldange, Sotel, Esch-Sur-Alzette e cidade do Luxemburgo. 

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