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ArcelorMittal diz que “impacto da pandemia não poupou setores”
Economia 11.09.2020 Do nosso arquivo online

ArcelorMittal diz que “impacto da pandemia não poupou setores”

ArcelorMittal diz que “impacto da pandemia não poupou setores”

Foto: Anouk Antony
Economia 11.09.2020 Do nosso arquivo online

ArcelorMittal diz que “impacto da pandemia não poupou setores”

Diana ALVES
Diana ALVES
A redução de postos de trabalho vai afetar unidades de produção de todo o país. Empresa diz que o diálogo social será garantido.

 “O impacto da pandemia de covid-19 não poupou setores económicos”. É assim que começa o comunicado divulgado no site da ArcelorMittal na quinta-feira, dia em que se soube do iminente corte de mais de meio milhar de postos de trabalho no Luxemburgo.

A direção do grupo explica que a indústria do aço já se encontrava num contexto difícil antes da pandemia, uma situação que o novo coronavírus só veio piorar. Em causa, a quebra significativa na atividade dos clientes do grupo, sobretudo da indústria automóvel e do setor da construção, dois dos principais consumidores de aço.

Sublinhando que o impacto estrutural naqueles dois setores “representa uma séria ameaça para as atividades industriais e administrativas da ArcelorMittal no Luxemburgo”, a empresa adianta que terão de ser tomadas medidas de contenção de custos para” garantir o futuro da organização, a longo prazo”.

O grupo prossegue o comunicado confirmando o número que ontem caiu que nem uma bomba: 570 postos de trabalho na ArcelorMittal vão ser afetados”. O número corresponde a 15% do total de trabalhadores da empresa no Luxemburgo. Sabe-se também que os cortes vão atingir várias unidades de produção e escritórios do país.

O gigante mundial do aço confirma também que “a consulta com os representantes dos trabalhadores e do Governo luxemburguês vai ser imediatamente iniciada, de forma a mitigar o impacto desta situação”, acrescentando que a empresa está “determinada em tomar as medidas necessárias para encontrar as melhores soluções para as pessoas envolvidas”. Garante ainda que o “diálogo social, característico do modelo luxemburguês”, será respeitado. Poderá isto querer dizer que serão privilegiadas medidas como por exemplo reformas antecipadas ou reconversão profissional, para evitar ao máximo o despedimento ‘puro e duro'.  

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O número tinha sido avançado em Janeiro pela instituição alemã Creditreform mas, só agora, foi oficialmente confirmado pela Secretária de Estado da Economia, Francine Closener. No ano passado, 873 empresas declararam falência no Luxemburgo, um aumento de 3,3% face a 2014.