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Após o Brexit: Luxemburgo pode atrair instituições financeiras com sede no Reino Unido
Nicholas Mackel, CEO do Luxembourg for Finance

Após o Brexit: Luxemburgo pode atrair instituições financeiras com sede no Reino Unido

Foto: Christophe Olinger
Nicholas Mackel, CEO do Luxembourg for Finance
Economia 2 min. 24.09.2016

Após o Brexit: Luxemburgo pode atrair instituições financeiras com sede no Reino Unido

O que deve o Luxemburgo fazer para atrair as instituições financeiras, sediadas no Reino Unido e preocupadas com o efeito Brexit?

O que deve o Luxemburgo fazer para atrair as instituições financeiras, sediadas no Reino Unido e preocupadas com o efeito Brexit?

“Não precisamos de fazer nada”, disse Nicholas Mackel, administrador executivo da Financial for Luxembourg (Agência para o Desenvolvimento das Instituições Financeiras no Luxemburgo) perante o British Chamber of Commerce (Câmara do Comércio Britânica) nesta sexta-feira.

“Estamos a funcionar normalmente, sem forçar negócios pois temos a convicção que a nossa missão é ajudar a encontrar as melhores soluções”, acrescentou durante a sessão.

Não havendo ainda resoluções sobre os prazos e as implicações do Brexit, as instituições financeiras demonstram agora algumas incertezas, embora o Governo luxemburguês mantenha uma abordagem discreta, sem gerar especulações e alarmismo, mostrando que o país tem uma situação económica estável, capaz de aceder aos mercados a longo prazo. “Temos boa reputação nos mercados, situação sólida e ambiente ágil e ideal para negociar” defendeu Mackel.

Foto: Christophe Olinger

Com a posição actual, o administrador acredita que não é necessário forçar negociações. O Luxemburgo é frequentemente utilizado como um hub (praça financeira) para atender os mercados europeus e grupos económicos dentro e fora da União Europeia (EU). As empresas do Reino Unido poderão precisar de reforçar os acordos existentes ou abrir escritórios nos países membros da EU, para terem, acesso ao mercado único e a empresas suíças, norte-americanas e chinesas.

Durante o discurso, o gestor disse ainda que embora “não se espere que bancos inteiros se mudem para o país, assistiremos a um aumento de actividade e de deslocalização com algum impacto” para o mercado luxemburguês. Mackel explicou que o país tem capacidade para acolher, sem qualquer problema, centenas de pessoas do sector, sugerindo a construção de escritórios com capacidade para albergar 17 mil pessoas.

Sem gerar grandes polémicas, o CEO evidenciou subtilmente a estabilidade do Luxemburgo, acrescentando ainda que "não sabemos se os bancos serão capazes de servir os clientes individuais ou corporativos de Londres nos próximos anos."

Também Claude Marx, chefe da Commission de Surveillance du Secteur Financier (Comissão de Supervisão do Sector Financeiro, em português) já tinha revelado que as decisões relacionadas com o Brexit são iminentes. “Temos tido, e continuamos a ter, discussões com numerosas instituições sediadas no Reino Unido", disse, acrescentando que espera grupos para ajustar as suas estratégias nas "próximas semanas ou meses."

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