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Ano de 2021 poderá ser um "clone económico de 2020"
Economia 03.03.2021

Ano de 2021 poderá ser um "clone económico de 2020"

Ano de 2021 poderá ser um "clone económico de 2020"

Foto: Guy Jallay/Luxemburger Wort
Economia 03.03.2021

Ano de 2021 poderá ser um "clone económico de 2020"

Diana ALVES
Diana ALVES
Numa antevisão do ano de 2021, a Fondation Idea mostra-se pouco otimista e preconiza algumas medidas para ajudar o país a sair da crise. Incitar ao consumo em vez do investimento no mercado imobiliário é uma delas.

O ano de 2021 poderá ser um "clone económico de 2020", de acordo com a Fondation Idea que acaba de divulgar o seu oitavo "parecer anual", um relatório no qual faz uma antevisão do ano. No documento, o organismo mostra-se reticente em relação à situação económica do país nos próximos meses. Em causa estão aspetos como a degradação da situação social de diversos grupos da população ou a subida dos preços da habitação, que, segundo a fundação, poderá agravar as desigualdades em termos de património.

A entidade chama também a atenção para o "ambiente incerto" que assombra o consumo e o desenvolvimento de projetos de investimento, destacando os atrasos na vacinação, o risco de falências e até de insucesso escolar. Razões que a levam a temer que a situação económica difícil vivida em 2020 venha a repetir-se este ano. A fundação considera por isso crucial "continuar a assegurar, custe o que custar, a estabilidade do tecido empresarial através de intervenções micro e macroeconómicas bem calibradas".


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No relatório, a Idea propõe três medidas para ajudar o país a sair da crise. Para chegar a essas medidas, o organismo consultou cerca de 130 especialistas em várias áreas, incluindo decisores económicos, políticos, parceiros sociais e economistas. A medida que mais consenso reuniu (88%) diz respeito à preparação de um plano de retoma através de um "investimento ambicioso". 


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A segunda proposta (75%) consiste em "incitar os agregados familiares que têm poupado a consumirem em vez de investirem no mercado imobiliário". Em terceiro lugar (73%) surge a adoção de novas medidas redistributivas.

Globalmente, o painel de especialistas consultado pela Fondation Idea julga "bastante provável" que o país assista a uma onda de falências a partir do segundo semestre deste ano. Por outro lado, os especialistas parecem não ver uma ligação entre o levantamento das restrições sanitárias e uma eventual explosão do desemprego, embora o fim das medidas anti-covid possam implicar também o fim de ajudas como o desemprego parcial.

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