Escolha as suas informações

ArcelorMittal quer ser a primeira empresa do mundo a produzir 'aço verde'
Economia 2 min. 14.07.2021
Ambiente

ArcelorMittal quer ser a primeira empresa do mundo a produzir 'aço verde'

Ambiente

ArcelorMittal quer ser a primeira empresa do mundo a produzir 'aço verde'

Foto: Chris Karaba
Economia 2 min. 14.07.2021
Ambiente

ArcelorMittal quer ser a primeira empresa do mundo a produzir 'aço verde'

Ana B. Carvalho
Ana B. Carvalho
Apesar de sediada no Luxemburgo, a medida afetará uma das unidades de produção em Espanha.

Aproveitando o hidrogénio verde e a eletricidade renovável, a fábrica Sestao, em Espanha, atingirá zero emissões de carbono nos próximos cinco anos, garante a siderúrgica sediada no Luxemburgo.

A ArcelorMittal anunciou esta terça-feira que a sua fábrica em Espanha vai ser a primeira do mundo a produzir aço de grande escala com zero emissões de carbono.

O desenvolvimento é o resultado de um memorando de entendimento assinado com o governo de Espanha que envolverá um investimento de 1.000 milhões de euros na construção de uma fábrica de ferro feito diretamente a partir de hidrogénio verde (DRI) na fábrica em Gijón, bem como um novo forno de arco elétrico híbrido (FAE). 

Segundo o comunicado da empresa, a fábrica Sestao, que produz uma vasta gama de produtos de aço para os setores automóvel e da construção, produzirá 1,6 milhões de toneladas de aço em qualquer emissão de carbono até 2025. O feito dar-se-á graças à introdução de "várias tecnologias-chave emergentes", diz a empresa.

"Isto significa que a ArcelorMittal será a primeira empresa no mundo a estar em posição de oferecer aos seus clientes volumes significativos de aço com emissões zero de carbono zero", refere o CEO, Aditya Mittal, no comunicado.

A atual produção de aço ainda depende da queima de milhares de milhões de toneladas de carvão, emitindo mais dióxido de carbono por ano do que os automóveis, autocarros e motociclos em conjunto. A transição para a produção de carbono zero exigirá um investimento maciço, algo que o negócio pode, em termos globais, ter dificuldade em suportar, admite a siderúrgica.


Greenpeace manifesta-se à porta da ArcelorMittal
Ativistas da Greenpeace manifestaram-se em frente à sede da ArcelorMittal na cidade do Luxemburgo, nesta quarta-feira. Em causa está o plano para expandir a mina do rio Mary, no norte do Canadá.

Segundo a empresa, o apoio nacional e do governo basco a este projeto é crucial vai permitir o acesso a hidrogénio verde fornecido através de um consórcio de empresas de produção de hidrogénio na Península Ibérica. O gás será transportado diretamente através de uma rede de condutas. 

A medida está em linha com os objetivos ambiciosos do Executivo espanhol, que fez da produção de hidrogénio uma parte essencial dos planos de investimento da Espanha para os fundos europeus para a pós-pandemia.

Para os planos da empresa em todo o mundo, a ArcelorMittal já tinha anunciado que planeia chegar às zero emissões de carbono em 2050. No total a siderúrgica está presente em 18 países, incluindo o Grão-Ducado, Alemanha, Bélgica, Espanha, França e Itália. Ao todo emprega cerca de 71.000 pessoas.

Só no Luxemburgo, a siderúrgica possui sete unidades de produção e duas de escritórios e investigação e desenvolvimento, incluindo em Belval, Differdange, Rodange, Bissen, Dommeldange, Sotel, Esch-Sur-Alzette e na cidade do Luxemburgo.

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.