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Alemanha. Inflação cresce ao ritmo mais acelerado dos últimos 28 anos
Economia 01.10.2021
Inflação

Alemanha. Inflação cresce ao ritmo mais acelerado dos últimos 28 anos

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Alemanha. Inflação cresce ao ritmo mais acelerado dos últimos 28 anos

Foto: Markus Klümper/dpa
Economia 01.10.2021
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Alemanha. Inflação cresce ao ritmo mais acelerado dos últimos 28 anos

A inflação na Alemanha acelerou pelo terceiro mês consecutivo, de acordo com as primeiras estimativas da Destatis.

Segundo anuncio do Instituto Federal de Estatística (Destatis) esta quarta-feira, a inflação na Alemanha aumentou 4,1% numa base anual em setembro, noticiou a DPA. É a subida mais rápida da inflação em quase 28 anos. Quando a inflação aumenta, o poder de compra dos consumidores é enfraquecido e a poupança diminui em valor. 

Preços de energia mais elevados e estrangulamentos no fornecimento combinaram-se para aumentar constantemente os preços ao consumidor, tornando inevitável o aumento da inflação, mostraram dados oficiais. 

Mas a retirada da redução temporária do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) relacionada com a pandemia em janeiro teve também o seu impacto, com os bens e serviços a ficarem mais caros desde então. Segundo o DW, os preços da energia e dos produtos alimentares foram os mais afetados pela inflação. 


E depois do adeus
Após 16 anos de reinado de Merkel, a Alemanha acordou esta segunda-feira vulnerável, dividida. E confusa. Os alemães distribuíram os votos por todo o espectro político numa tentativa de eleger aquele que será o próximo governo da República Federal. As negociações pós eleitorais prometem ser duras e demoradas.

Os economistas esperam que os preços ao consumidor na Alemanha continuem a subir nos próximos meses, com algumas projecções de taxas de inflação a poderem atingir 5%. 

O Bundesbank afirmou esta semana que a inflação alemã irá provavelmente manter-se acima dos 2% até meados de 2022, excedendo o objetivo do Banco Central Europeu para a zona euro. Mas isto não significa automaticamente que uma pronunciada espiral inflacionista esteja nas cartas para a maior economia da Europa. 

Segundo o canal alemão, os analistas vêem o aumento da inflação como um fenómeno temporário, uma vez que a economia global regressa lentamente ao normal, na sequência da pandemia covid-19. A chefe do Banco Central Europeu Christine Lagarde disse também que a atual tendência de aumento da inflação, acima da meta de 2% do banco, se devia a factores temporários e advertiu para não "reagir exageradamente" a uma inflação elevada impulsionada pela escassez da oferta.

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A inflação homóloga no conjunto dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) situou-se nos 1,9% em junho, menos duas décimas do que em maio devido ao continuado abrandamento dos preços da energia.