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Alemanha cria 'ponte ferroviária' para exportações de cereais ucranianos
Economia 27.05.2022
Guerra na Ucrânia

Alemanha cria 'ponte ferroviária' para exportações de cereais ucranianos

Guerra na Ucrânia

Alemanha cria 'ponte ferroviária' para exportações de cereais ucranianos

Foto: Jalaa Marey/AFP
Economia 27.05.2022
Guerra na Ucrânia

Alemanha cria 'ponte ferroviária' para exportações de cereais ucranianos

Lusa
Lusa
A Alemanha criou uma ‘ponte ferroviária’ com a Ucrânia para a ajudar a exportar os seus cereais, indicou esta quinta-feira o próximo chefe das forças militares dos EUA na Europa, o general Chris Cavoli.

"Pensamos que existam cerca de 22 milhões de toneladas de cereais bloqueadas na Ucrânia (devido à invasão russa), à espera de serem exportadas", disse Cavoli, em declarações no Congresso norte-americano.

O porto romeno de Constanta participa no esforço de exportação, mas a sua capacidade está limitada a 90 mil toneladas por dia, avançou Cavoli, cuja nomeação para a chefia das forças norte-americanas e, portanto, da NATO, ainda tem de ser confirmada pelo Congresso.


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"Mas a Deutsche Bahn respondeu recentemente ao apelo", acrescentou. "Criaram o que chamam 'a ponte ferroviária de Berlim', com base no modelo da ponte aérea de Berlim, para reservar comboios de transporte do trigo ucraniano para a Europa Ocidental".

A transportadora ferroviária alemã "está em vias de retirar da Ucrânia quantidades massivas de cereais neste momento, através da Polónia, em direção dos portos no Norte da Alemanha, para a sua exportação", especificou.

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"A Polónia estabeleceu um novo regime fronteiriço com a Alemanha, para facilitar" esta operação, prosseguiu.

A produção que transita por Constanza é exportada por via marítima, "mas não pela parte do Mar Negro bloqueada" pelos russos, detalhou.

"Penso que vai ser preciso combinar modos de transporte" para continuar a facilitar as exportações de cereais ucranianos, concluiu.


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Famosa pelas suas terras muito férteis, a Ucrânia era, antes da invasão russa, o quarto exportador mundial de milho e estava em vias de vir a ser o terceiro de trigo.

Mas a invasão dos russos interrompeu as culturas e o comércio cerealífero, com os dirigentes de Moscovo a serem acusados de impedirem as exportações pelo Mar Negro e provocarem uma séria crise alimentar mundial

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