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Alemanha acelera construção de terminais GNL para ter alternativa ao gás russo
Economia 03.02.2022 Do nosso arquivo online
Energia

Alemanha acelera construção de terminais GNL para ter alternativa ao gás russo

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Alemanha acelera construção de terminais GNL para ter alternativa ao gás russo

Photo: AFP
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Alemanha acelera construção de terminais GNL para ter alternativa ao gás russo

Lusa
Lusa
Estes terminais permitiriam a Berlim diversificar os seus fornecedores, aumentando as suas encomendas nomeadamente dos Estados Unidos, do Qatar ou do Canadá.

A Alemanha quer construir terminais para importar gás liquefeito por via marítima, reduzindo assim a sua dependência do gás russo, informou hoje o Governo, no contexto da tensão entre Moscovo e países ocidentais em torno da Ucrânia.

"O plano do governo é desenvolver terminais de GNL (gás natural liquefeito) na Alemanha", disse Steffen Hebestreit, porta-voz do chanceler Olaf Scholz, numa conferência de imprensa regular.

"O gás liquefeito é uma solução alternativa à importação de gás russo", acrescentou, recordando que "vários projetos" de terminais já estão em curso, como os das cidades de Brunsbüttel e Stade, no norte do país.

Este último deve "ser acelerado", disse, embora as obras ainda não tenham começado devido a dificuldades administrativas e financeiras, apesar do seu lançamento em 2019 pelo governo da então chanceler Angela Merkel.

Estes projetos, liderados por privados, são subsidiados por entidades públicas.


Governo alemão recusa autorizar gasoduto Nord Stream 2 nas atuais condições
Não será autorizado a funcionar em caso de uma nova “escalada” na Ucrânia devido a um acordo de princípio concluído entre Berlim e Washington.

Terminais de GNL possibilitam a importação de gás natural por mar  

Os terminais de GNL possibilitam a importação de gás natural por mar, graças a um processo de liquefação que garante uma melhor capacidade de transporte.

Neste momento, a Alemanha não dispõe de equipamentos deste tipo e por isso recebe todo o seu abastecimento de gás através de gasodutos, maioritariamente da Rússia.

Estes terminais permitiriam a Berlim diversificar os seus fornecedores, aumentando as suas encomendas nomeadamente dos Estados Unidos, do Qatar ou do Canadá.

A Alemanha quer reduzir a sua dependência do gás russo, num contexto de tensões entre Moscovo e países ocidentais em torno da fronteira ucraniana.

Berlim é acusada de ambiguidade nesta crise, entre o imperativo de solidariedade com Kiev e os seus aliados ocidentais, e a necessidade de preservar relações com o seu principal fornecedor energético.

Atualmente, a Alemanha importa da Rússia 55% do gás que consome e é o gás que aquece 50% das casas do país e representa 26,7% do consumo de energia primária, de acordo com os dados do Governo.

A utilização desta energia deverá aumentar, no âmbito da transição energética, para substituir o nuclear e o carvão como complemento às energias renováveis.

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