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Ajudas à Horeca. OGBL quer que empresas beneficiárias não possam despedir
Economia 13.01.2021

Ajudas à Horeca. OGBL quer que empresas beneficiárias não possam despedir

Ajudas à Horeca. OGBL quer que empresas beneficiárias não possam despedir

Foto: Anouk Antony/Luxemburger Wort
Economia 13.01.2021

Ajudas à Horeca. OGBL quer que empresas beneficiárias não possam despedir

Diana ALVES
Diana ALVES
Mais um apelo em defesa do setor da Horeca, um dos mais fustigados pela crise sanitária.

Desta vez, o pedido vem da central sindical OGBL, que exige ao Governo que não permita que as empresas que recebem ajudas possam despedir. Num comunicado divulgado esta quarta, o sindicato saúda as anunciadas ajudas destinadas a hotéis, restaurantes e cafés, mas reivindica mais garantias quanto à proteção dos postos de trabalho. 

A central sindical lamenta que as ajudas públicas não sejam acompanhadas de uma estratégia de proteção dos empregos e exige que as empresas beneficiárias não possam avançar com despedimentos por razões económicas, "nem agora nem nos próximos meses". Para isso, a OGBL propõe a organização de uma reunião com todas as partes competentes e diz-se pronta para começar a negociar um plano de proteção do emprego no setor.

Após uma primeira reunião com a federação que representa hotéis, restaurantes e cafés (Horesca) em dezembro, o sindicato decidiu agora pedir um segundo encontro não só com os representantes do organismo, mas também com os ministros competentes. Objetivo? Traçar, em conjunto, uma estratégia de saída da crise. Sobre as ajudas previstas, a OGBL pede ainda ao Governo que se certifique de que os montantes que serão atribuídos ao setor são suficientes para que as empresas possam fazer face às dificuldades que atravessam. 


Há dados científicos para o encerramento de cafés e restaurantes?
A federação do setor, a Horesca, disse na passada semana que "nunca foram revelados dados científicos" sobre o encerramento de restaurantes, cafés e estabelecimentos similares e pediu explicações à ministra.

O sindicato pede também que as ajudas previstas sejam atribuídas o mais rapidamente possível às empresas para "evitar uma hecatombe num setor que emprega várias dezenas de milhares de trabalhadores no Luxemburgo". Fechados até ao fim do mês, pelo menos, cafés e restaurantes estão entre os estabelecimentos mais afetados pela atual crise. Este é o segundo encerramento imposto pelo Governo desde o início da pandemia.  

Reunida recentemente com o Governo, a federação que representa hotéis, cafés e restaurantes – a Horesca - pediu recentemente a criação um sistema de vouchers que os clientes possam usar em todos os estabelecimentos do setor, com um prazo de validade de um ano. Ideia que tinha sido já aplicada ao setor hoteleiro. 

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