Escolha as suas informações

Acordo da UE para cortar gás russo entra em vigor na terça-feira
Economia 2 min. 08.08.2022
Crise energética

Acordo da UE para cortar gás russo entra em vigor na terça-feira

Crise energética

Acordo da UE para cortar gás russo entra em vigor na terça-feira

Foto: AFP
Economia 2 min. 08.08.2022
Crise energética

Acordo da UE para cortar gás russo entra em vigor na terça-feira

AFP
AFP
O mecanismo prevê uma redução de 15% no consumo, mas será adaptado às necessidades de cada país.

Face às reduções drásticas no fornecimento de gás russo, o acordo alcançado no final de julho pelos 27 Estados-membros da União Europeia (UE) para reduzir voluntariamente o seu consumo entrará em vigor na terça-feira, após ter sido publicado no Jornal Oficial da UE esta segunda-feira.

O texto estipula que cada Estado-membro "implementará todos os esforços" para reduzir o seu consumo de gás em pelo menos 15% entre 1 de agosto de 2022 e 31 de março de 2023 em relação à média dos últimos cinco anos durante o mesmo período, através de "medidas de redução voluntária".


UE adota formalmente meta para redução do consumo de gás até à primavera
Com o regulamento agora adotado está ainda prevista a possibilidade de ser desencadeado um ‘alerta da União’ perante escassez, cenário no âmbito do qual a diminuição da procura de gás se tornaria obrigatória.

Em caso de "risco de escassez grave", o Conselho Europeu (o órgão que representa os Estados-membros) poderá, sob proposta da Comissão Europeia, declarar o estado de alerta.

Mecanismo será adaptado aos vários países

Este mecanismo tornará a redução de 15% "obrigatória", mas este objetivo será adaptado às realidades de cada Estado, em particular à capacidade de exportar as quantidades de gás poupadas para os países necessitados, e prevê, por conseguinte, uma série de derrogações.

Para permitir uma monitorização precisa, cada Estado terá de "atualizar o seu plano nacional de emergência (...) até 31 de outubro de 2022, o mais tardar".

Uma redução do consumo europeu a partir de agora deverá ajudar os Estados a acelerar o reabastecimento das suas reservas de gás antes do inverno.

O acordo sobre este texto foi alcançado numa reunião extraordinária dos ministros da energia da UE a 26 de julho.

Apenas um país, a Hungria, se opôs à medida que descreveu como "injustificável, desnecessária, impraticável e prejudicial", mas não foi exigida unanimidade e o governo húngaro não pôde impedir a sua adoção.


Dicas práticas para poupar energia em casa
Conheça algumas dicas para reduzir o consumo de eletricidade. A carteira vai agradecer.

UE prepara interrupção total do fornecimento

Os europeus estão a procurar libertar-se do gás russo, que até ao ano passado perfazia cerca de 40% das importações de gás da UE.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que acusou Moscovo de utilizar gás "como arma", apelou aos Estados-membros para "se prepararem para o pior cenário" de uma interrupção do fornecimento de gás da Rússia.

O gigante russo da energia Gazprom acusou recentemente as sanções da UE contra Moscovo de bloquearem a restituição de uma turbina Siemens, enviada ao Canadá para manutenção e essencial para assegurar o bom funcionamento do gasoduto Nord Stream 1 entre a Rússia e a Alemanha.

A Comissão criticou este argumento, apesar de o setor do gás e a Gazprom e o seu banco não serem alvo das sanções ocidentais. Um terço das compras de gás europeu à Rússia é transportado através do Nord Stream 1, cujo fluxo tem sido drasticamente reduzido nos últimos dois meses.

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas