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Abono de família abrangido pela indexação a partir de 2022. LCGB quer mais
Economia 2 min. 27.01.2021 Do nosso arquivo online

Abono de família abrangido pela indexação a partir de 2022. LCGB quer mais

Abono de família abrangido pela indexação a partir de 2022. LCGB quer mais

Foto: Matthias Balk/dpa
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Abono de família abrangido pela indexação a partir de 2022. LCGB quer mais

Diana ALVES
Diana ALVES
O sindicato reivindica que o montante mensal passe dos atuais 265 euros por mês para 285.

O abono de família vai voltar a ser abrangido pelo sistema de indexação. Isto é, quando os salários forem adaptados à inflação, o valor do abono também sobe. De acordo com o Luxemburger Wort, que cita a comissão parlamentar da família, a medida deverá entrar em vigor a 1 de janeiro de 2022. 

A central sindical LCGB já reagiu à notícia, que considera "boa", mas exige que o Governo vá mais longe e aumente o montante único do abono de família de 265 para 285 euros por mês.

Num comunicado à imprensa, a central sindical saúda a medida, mas sublinha que "os ganhos imediatos e reais para as famílias são muito limitados". Isto porque, adianta, "como a próxima indexação não deverá acontecer antes de meados de 2022, o montante das prestações familiares vai permanecer inalterado até lá".

Para a LCGB, pior do que isso é que "nem a perda de um quarto do seu valor registada desde 2006, ano do fim da indexação das prestações familiares, nem as perdas devido ao desrespeito dos compromissos governamentais de 2014 serão compensados".

A central sindical explica que, num acordo firmado em 2014 com os sindicatos, "o Governo comprometeu-se a implementar um mecanismo de adaptação regular das prestações familiares". 

Um mecanismo que, recorda, deveria ter sido aplicado aquando da entrada em vigor da reforma das prestações familiares, em agosto de 2016. Uma reforma que veio introduzir o montante único de 265 euros por criança (por mês) – até aí, o valor do abono variava consoante o número de crianças a cargo de um agregado familiar.

Ora, a LCGB diz que esta "inação" por parte do Governo conduziu a perdas de 7,7% para as famílias, o equivalente a cerca de 20 euros. Razão pela qual reivindica que o montante do abono passe dos atuais 265 para 285 euros por mês, e que esse aumento seja acompanhado de uma indexação de todas as prestações familiares, tais como o subsídio de rentrée escolar, o subsídio especial suplementar, o subsídio de nascimento e os cheques-serviço.

Os sindicalistas da LCGB defendem que esta reivindicação é "mais do que justificada", tendo em conta a perda de poder de compra das famílias desde março de 2020 devido ao recurso maciço ao desemprego parcial. Uma realidade que faz com que "a estagnação do montante do abono lese sobretudo as famílias monoparentais", "as mais expostas ao risco de pobreza".  

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A central sindical LCGB tem criticado ao longo dos anos a reforma das prestações familiares que entrou em vigor em 2016, argumentando que a desindexação do abono de família nunca será recuperada pelas famílias e que os montantes únicos do novo regime não são favoráveis às famílias numerosas.