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A partir de amanhã, é mais barato abastecer no Luxemburgo do que em França
Economia 3 min. 15.11.2022
Redução de descontos em França

A partir de amanhã, é mais barato abastecer no Luxemburgo do que em França

Redução de descontos em França

A partir de amanhã, é mais barato abastecer no Luxemburgo do que em França

Foto: DR
Economia 3 min. 15.11.2022
Redução de descontos em França

A partir de amanhã, é mais barato abastecer no Luxemburgo do que em França

O desconto nas bombas em França passa a ser de apenas 10 cêntimos.

(pam com AFP) Esta terça-feira, 15 de novembro, é o último dia dos descontos de 30 ou 50 cêntimos nas bombas em França. A 1 de setembro, o governo introduziu o desconto de 30 cêntimos em todos os combustíveis e o grupo TotalEnergies acrescentou-lhe 20 cêntimos nas suas estações de serviço.


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O desconto de 38 cêntimos/litro, aprovado pelo Estado francês e pela TotalEnergies, têm levado centenas de pessoas a encher o depósito no país.

A partir de quarta-feira, o desconto do governo será de apenas 10 cêntimos. O mesmo se aplica à redução concedida pela TotalEnergies, que é sempre adicionada à ajuda governamental e, assim, passará a ser de 20 cêntimos. Ambas serão válidas até 31 de dezembro. Inicialmente, esta redução nos descontos deveria ter tido lugar a 1 de novembro. Mas a longa greve nas refinarias francesas e a consequente escassez nas estações de serviço levou a que a medida fosse adiada até 16 de novembro. 

Como esperado, a próxima redução dos descontos na bomba está a causar uma nova corrida às bombas, filas de espera e tensões sobre os stocks. Quase 21% das 9.900 estações de serviço francesas tinham falta de pelo menos um dos combustíveis - gasolina ou gasóleo - vendidos, no dia 20 de setembro, antes de uma longa greve nas refinarias francesas. A 26 de outubro, data em que apenas duas fábricas da TotalEnergies estavam em greve, este número era de 14,5%.

Escassez em algumas bombas francesas

Ainda na segunda-feira, quase 13% das estações de serviço francesas estavam completamente vazias, segundo os dados compilados no site www.prix-carburants.gouv.fr. Em 17 departamentos, mais de 40% das estações tinham falta de gasolina ou de gasóleo, com fortes disparidades regionais.

A Moselle e Meurthe-et-Moselle, na fronteira com o Luxemburgo, não escaparam ao fenómeno, com ruturas de stock de certos combustíveis em várias estações ao longo do eixo Metz-Thionville, por exemplo, de acordo com o referido site. Em alguns lugares, também é necessário ser especialmente paciente para encher o tanque.


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A escassez de combustível deve-se a uma greve nas duas maiores refinarias do país, a TotalEnergies SE e a Exxon Mobil Corp.

Esta redução nos descontos do Estado francês e da TotalEnergies terá também um impacto nos preços praticados no Luxemburgo, que serão muito mais vantajosos (se não aumentarem nos próximos dias), mesmo em comparação com as estações TotalEnergies e o seu desconto adicional de 10 cêntimos.

França quer apoiar automobilistas carenciados

Quanto ao pico das últimas horas nas estações francesas, "deve-se apenas ao fim dos descontos, com os motoristas a correrem para a bomba, mas também ao fim-de-semana de três dias, com menos um dia de abastecimento na semana passada", explicou Francis Pousse, presidente das estações de serviço e novas energias Mobilians, sindicato profissional que representa 5.800 estações tradicionais (excluindo a distribuição em grande escala).  

O responsável acrescentou que o reabastecimento das estações retomou normalmente no início da semana, e que o número de pessoas na bomba e o consumo de combustível deverão abrandar a partir desta quarta-feira.


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Sem a redução de 7,5 cêntimos por litro, a venda de combustível teria caído ainda mais no país, acredita a ministra do Ambiente.

Finalmente, é de notar que, em 2023, o governo francês prevê implementar uma ajuda para os automobilistas "que têm dificuldade em fazer face às despesas", como afirmou o ministro das Contas Públicas, Gabriel Attal.

(Este artigo foi originalmente publicado no Virgule e adaptado para o Contacto por Maria Monteiro.)

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