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Uma volta sem candidatos luxemburgueses, mas com três portugueses
Desporto 4 min. 10.07.2019

Uma volta sem candidatos luxemburgueses, mas com três portugueses

Uma volta sem candidatos luxemburgueses, mas com três portugueses

Foto: Serge Waldbillig
Desporto 4 min. 10.07.2019

Uma volta sem candidatos luxemburgueses, mas com três portugueses

A maior prova velocipédica do mundo arrancou no sábado em Bruxelas. Com um percurso mais difícil que os anteriores, a prova reúne todas as condições para ser das mais disputadas dos últimos anos.

A 106a edição da Volta à França em bicicleta já está na estrada com 22 equipes e 176 ciclistas de várias nacionalidades em prova. Arrancou no sábado, em Bruxelas, cidade onde teve lugar uma homenagem a Eddy Merckx, um dos maiores ciclistas de sempre, e termina três semanas depois, a 28 de julho, em Paris.

Mas a volta deste ano evidencia algumas particularidades que as anteriores não tiveram: Não tem candidatos verdadeiramente assumidos, não integra qualquer ciclista luxemburguês, o que não acontecia desde 2003, mas participam três portugueses, um deles estreante absoluto.

Chris Froome, que já venceu a ’Grand Boucle’ por quatro vezes nos últimos seis anos e Tom Dumoulin, ambos lesionados, e ainda Primoz Roglic, que correu o ’Giro’, estão fora neste Tour 2019, deixando a prova mais pobre no aspeto qualitativo.

Por outro lado, a ausência de alguns dos melhores corredores, deixa a competição mais aberta, sem um claro favorito, prevendo-se que este ’Tour’ possa ser um dos mais imprevisível dos últimos anos.

O grupo de potenciais candidatos à vitória

Apesar de não ser possível, para já, vislumbrar os principais candidatos, existe um grupo de ciclistas que se destaca do restante poletão. Geraint Thomas, vencedor do ano passado, ainda não está totalmente recuperado da última queda que sofreu na Volta à Suíça, mas vai tentar defender o título de campeão. A este juntam-se Jokob Fulsgang, vencedor do Dauphiné e da clássica Liège-Bastogne-Liège, Pinot, Nibali, Landa, Bardet e ainda Nairo Quintana que constituem o grupo dos mais fortes na luta pelo primeiro lugar. Mas como por vezes acontecem surpresas, talvez surja um ’outsider’ que surpreenda tudo e todos.

Cavendish também falha o ’Tour’

Outra das grandes ausências desta volta é Mark Cavendish. Com 30 etapas ganhas e uma camisola verde conquistada nos últimos 12 anos, o ’sprinter’ britânico ficou fora das escolhas da equipa Dimension Data para este ano e não vai ter a possibilidade de se aproximar do recorde de Eddie Merckx, que soma 34 vitórias no Tour. Esta é a primeira vez, desde 2007, que “Cav” falha a mítca prova. O melhor resultado que obteve em 2019 foi um dececionante terceiro lugar numa etapa da Volta à Turquia, motivo que levou a equipa a abdicar do britânico nesta Volta a França.

Luxemburgueses ausentes pela primeira vez desde 2003

Desta vez, a ’Grand Boucle’ não vai contar com ciclistas luxemburgueses, algo que não acontecia desde 2003. Bob Jungels (Deceuninck-Quick Step) e Ben Gastauer (AG2R La Mondiale), os dois mais credenciados corredores grão-ducais, participaram na Volta a Itália e foram preteridos pelas suas equipas neste Tour.

Quanto a Jempy Drucker, o corredor da BORA – hansgrohe ainda se encontra a recuperar das lesões sofridas na queda sofrida em abril, numa clássica na Flandres.

Três portugueses na Volta

Portugal está representado nesta Volta a França por três ciclistas: Rui Costa (UAE-Emirates), Nélson Oliveira (Movistar) e José Gonçalves (Katusha Al-Pecin).

Vão ter como missão principal apoiar, respectivamente, os líderes das respetivas equipas, mas nada os impedirá de se assumirem como potenciais vencedores de etapas.

No contingente lusitano, destaca-se o regresso de Rui Costa (UAE-Emirates) ao ’Tour’. Com 32 anos, o campeão mundial de 2013 vai participar pela nona vez na corrida, depois de oito presenças consecutivas entre 2009 e 2016, nas quais conquistou três etapas, duas em 2011 e 2013.

Nelson Oliveira também está de volta ao ’Tour’ dois anos depois da sua última participação. O corredor natural de Anadia, de 30 anos, que conquistou a medalha de prata no contrarrelógio individual dos II Jogos Europeus, em Minsk, foi um dos oito escolhidos pelo diretor desportivo Eusebio Unzué para a principal prova do calendário velocipédico mundial. José Gonçalves (Katusha Alpecin) estreia-se na prova com a camisola de campeão português de contrarrelógio mas garante não estar nervoso: “É uma corrida como as outras. É certo que o Tour é o Tour, há mais stress, mas corri as outras [grandes Voltas] e sei o que é uma prova com 21 dias”, disse pouco antes da partida em Bruxelas.

Percurso de 3.480 km e cinco contagens de montanha

Para o diretor da prova, Christian Prudhommes, as 21 etapas são “um hino à excelência”, considerado “o percurso mais difícil da sua história”.

Há um recorde de 30 passagens por montanhas no percurso de 2019, com cinco chegadas ao alto (La Planche de Belles Filles, Tourmalet, Prat d’Albis, Montée de Tignes e Val Thorens), três delas acima dos 2 mil metros de altitude.

Contam-se também 55 km de contrarrelógio (27,6 km na crono por equipes e 27,2 km na individual) num total de 3.480 km de percurso repartidos pelas 21 etapas. Em comparação com os últimos 10 anos, a edição de 2019 é a que apresenta mais ascensões acima dos 2 mil metros de altitude.

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