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UEFA obriga Ucrânia a retirar slogan nazi das camisolas da seleção
Desporto 2 min. 10.06.2021
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UEFA obriga Ucrânia a retirar slogan nazi das camisolas da seleção

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UEFA obriga Ucrânia a retirar slogan nazi das camisolas da seleção

AFP
Desporto 2 min. 10.06.2021
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UEFA obriga Ucrânia a retirar slogan nazi das camisolas da seleção

A polémica estalou quando várias associações acusaram a Ucrânia de utilizar um lema usado por milícias que lutaram ao lado dos nazis durante a Segunda Guerra Mundial.

A UEFA anunciou que vai obrigar a seleção ucraniana de futebol a retirar o lema nazi das camisolas dos jogadores. O polémico slogan, usado pela extrema-direita para lembrar os milicianos que combateram ao lado dos nazis durante a Segunda Guerra Mundial, significa "Glória à Ucrânia, Glória aos Heróis" e causou a indignação da opinião pública na Rússia.

Mas também dentro da própria Ucrânia. Na segunda-feira, a Associação Ucraniana de Futebol provocou a revolta de grupos judeus com o lançamento do novo design camisola da seleção, concebida pelo fabricante espanhol de vestuário desportivo Joma. 

A UEFA exige que a Ucrânia use apenas uma das expressões, "Glória à Ucrânia" ou "Glória aos Heróis", uma vez que juntas têm um significado histórico e militarista.

A frase tem ganhou conotações nacionalistas. Foi utilizada por membros da Organização dos Nacionalistas Ucranianos (OUN) e do Exército Insurrecto Ucraniano (UPA), grupos que lutaram ao lado dos nazis na Segunda Guerra Mundial e colaboraram no Holocausto.

Desde a revolta de Maidan, em 2014, grupos de extrema-direita reabilitaram a expressão e desde então transformaram-se em grito de mobilização para os nacionalistas. Em setembro de 2014, o então Presidente ucraniano Petro Poroshenko, acusado de colaborar com a extrema-direita, concluiu um discurso ao Congresso dos EUA com a frase "Glória à Ucrânia". Quatro anos mais tarde, em 2018, Poroshenko anunciou que seria a saudação oficial das Forças Armadas da Ucrânia.

Mas este não é o primeiro incidente a envolver esta expressão no mundo do futebol. Também em 2018, o defesa croata Domagoj Vida foi obrigado a pedir desculpa depois de gritar "Glória à Ucrânia" na vitória do país nos quartos-de-final sobre a Rússia, em Sochi, durante o Campeonato do Mundo.

A porta-voz do Ministério russo dos Negócios Estrangeiros, Maria Zakharova, elogiou a decisão da UEFA, dizendo que "o desporto não é um campo de batalha, mas um campo de competição", e que cada pátria deveria ser glorificada com realizações desportivas, e não slogans nacionalistas.

Em relação à exigência da Rússia de obrigar a Ucrânia a retirar a Crimeia do mapa daquele país, a UEFA considerou que Kiev não cometeu qualquer ilegalidade.

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