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Ténis: Portugal perde com Israel na estreia da Fed Cup
Francisca Jorge esteve em bom plano, mas Portugal não escapou à derrota frente a Israel.

Ténis: Portugal perde com Israel na estreia da Fed Cup

Foto: RR
Francisca Jorge esteve em bom plano, mas Portugal não escapou à derrota frente a Israel.
Desporto 4 min. 06.02.2019

Ténis: Portugal perde com Israel na estreia da Fed Cup

A seleção portuguesa de ténis perdeu esta quarta-feira o primeiro jogo do grupo Grupo II da zona euro-africana da Fed Cup, contra a congénere de Israel, por 2-1, e esta quinta-feira defronta o Luxemburgo.

No primeiro encontro disputado no CNT de Esch-sur-Alzett, em Lallange, a jovem Maria Inês Fonte, de apenas 16 anos, foi derrotada pela israelita Lina Glushoko pelos parciais de 6-1 e 6-3, mas jogo seguinte, Francisca Jorge, campeã nacional absoluta, derrotou Maya Tahan por 6-2 e 6-2, empatanto a eliminatória.

O desempate foi através do jogo de pares entre as duplas Francisca Jorge - Maria Inês Fonte e Lina Glushoko - Maya Tahan que sorriu a Israel por 2-1. A jovem dupla portuguesa até começou da melhor forma ao vencer o primeiro jogo por 6-3, mas as israelitas acabaram por empatar e vencer no último jogo por 6-2.

No final do encontro a desilusão era visível entre as jogadoras e a restante comitiva, com Vasco Costa, presidente da Federação Portuguesa de ténis a lamentar a "falta de experiência" das jogadoras lusas nos monentos mais importantes dos jogo a pares.

"Foi pena não termos ganho. Depois de vários jogos bastante bem disputados, faltou-nos uma pontinha de sorte e algumsa falta de experiência. A nossa dupla tem talento, mas é muito jovem. A Francisca tem 18 anos e a Maria Inês apenas 16. É junior e tem um grande futuro pela frente, tal como a Francisca, mas nos momentos cruciais da partida revelaram alguma inexperiência que acabou por fazer pender a balança a favor das nossas adversárias", lamentou.

Capitã de Portugal lamentou a inexperiência das suas jogadoras e a falta ed apoio dos portugueses residentes

A capitã da formação lusa, Neuza Silva, disse ao Contacto que "faltou coragem para ganhar os jogos decisivos" às jogadoras portuguesas.

"A falta de experiência e a imaturidade que revelámos nos momentos mais importantes, foi-nos faltal. Tentei transmitir confiança às jogadoras durante os jogos, acreditei sempre que podíamos dar a volta à eliminatória, mas nem sempre é fácil", disse, acrescentando que "a experiência também se ganha em jogos deste calibre".

Sobre o encontro contra o Luxemburgo, na quinta-feira, a capitã da seleção portuguesa garante que "Portugal vai jogar olhos nos olhos com o Luxemburgo. Conheço o valor da formação grã-ducal e a qualidade de Mandy Minella e Eleonora Molinaro, mas vamos dar o nosso melhor", vincou.

Neuza Silva lamentou ainda a falta de portugueses nos 'courts' de Lallange e fez um pedido à comunidade lusa residente no Luxemburgo: "Gostava de amanhã ver as bancadas cheias de portugueses com a nossa bandeira. Se hoje estivessem aqui a apoiar-nos, talvez o resultado fosse outro", desabafou.

Francisca Jorge, a mais cotada jogadora lusa, lamentou a derrota de Portugal e aponta "a qualidade de Israel" como fator decisivo para a derrota lusa: "Como equipa tivemos momentos muito bons, mas nos momentos mais estressantes, apesar do grande equilíbrio, não conseguimos ser tão eficazes e elas acabaram por vencer com algum mérito". No entanto, a campeão portuguesa garante "grande empenhamento" contra a seleção luxemburguesa: "Vamos entrar sem medo e tudo fazer para vencer", garante.

Maria Inês Fonte, de 16 anos e ainda junior, fez a sua estreia pela seleção portuguesa sénior, mas confessou que o nervosismo condicionou a sua atuação em alguns momentos: "Foi com grande orgulho que defendi pela primeira vez as cores de Portugal na Fed Cup e tenho pena de me ter estreado com uma derrota. As nossas adversárias estiveram melhor e aproveitaram algum nervosismo nosso nas fases principais do jogo, que acabou por ser determinante no resultado. Mas estamos unidas e agora vamos levantar a cabeça e encarar o jogo contra o Luxemburgo com grande determinação e dar o nosso melhor", rematou.

Laura Correia a lusodescendente que vai defender as cores do Luxemburgo contra Portugal

Filha de pai português e de mãe luxemburguesa, Laura Correia, de 23 anos, vai defrontar a seleção portuguesa pela primeira vez numa competição internacional. "Sinto algo de especial, embora não fale português. O meu pai é português e como é a primeira vez que jogo contra Portugal, acho que vai ser engraçado", atira com um sorriso.

Laura Correia quer vencer Portugal.
Laura Correia quer vencer Portugal.
Foto: Fernand Konnen

Depois da vitória do Grão-Ducado contra a África do Sul por 2-0, em singulares e a vitória na eliminatória já garantida para a seleção da casa, Laura Correia e Claudine Schaul fizeram a dupla grã-ducal que perdeu com a formação africana por 0-2.

"Já tinhamos a vitória garantida e é pena que tenhamos perdido a pares, mas é sempre bom jogar em competições internacionais", congratulou-se. Sobre o encontro frente a Portugal, Laura espera que "na quinta-feira possa vir muita gente para apoiar as duas seleções, porque a comunidade lusa aqui residente é grande. Se jogar vou dar o meu melhor, mas vai ser um jogo especial", garante.

Sobre o resultado, a lusodescendente aposta na "vitória do Luxemburgo", e embora tenha lamentado a derrota de Portugal contra Israel,  garante que "a nossa seleção é forte e apenas pensa na vitória do grupo", precisa.


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