Escolha as suas informações

Camas anti-sexo e 160 mil preservativos para "lembrança" nos Jogos Olímpicos
Desporto 2 min. 21.07.2021
Tóquio 2020

Camas anti-sexo e 160 mil preservativos para "lembrança" nos Jogos Olímpicos

Tóquio 2020

Camas anti-sexo e 160 mil preservativos para "lembrança" nos Jogos Olímpicos

Desporto 2 min. 21.07.2021
Tóquio 2020

Camas anti-sexo e 160 mil preservativos para "lembrança" nos Jogos Olímpicos

Os organizadores de Tóquio 2020 encomendaram camas feitas de cartão reciclado para os atletas olímpicos que só dão para uma pessoa e recomendaram que se evite interação física entre os participantes nos Jogos Olímpicos.

Os organizadores de Tóquio 2020 encomendaram camas feitas de cartão reciclado para os atletas olímpicos. De acordo com alguns meios de comunicação e atletas, tratam-se de "camas anti-sexo", pois acredita-se que são extremamente leves para só poderem podem suportar o peso de uma pessoa. 

"As camas a serem instaladas na Vila Olímpica de Tóquio serão feitas de cartão; isto destina-se a evitar a intimidade entre os atletas. As camas serão capazes de suportar o peso de apenas uma pessoa para evitar situações para além do desporto", afirmou o corredor americano de longa distância Paul Chelimo ao New York Post.

A empresa responsável pelo seu fabrico, Airweave, explicou à revista Dezeen que o conceito era "cumprir o Plano de Sustentabilidade dos Jogos". Para além de serem reutilizadas para os Paraolímpicos, as camas serão depois doadas a várias organizações japonesas.

Contudo, a versão de que as camas foram concebidas para desencorajar os atletas de fazerem sexo na aldeia olímpica em plena pandemia de covid-19 parece fazer sentido. Em fevereiro, os organizadores publicaram um manual de 33 páginas que pede aos atletas que minimizem a interação física. O documento não menciona diretamente as relações sexuais, mas salienta a necessidade de "reduzir ao mínimo as interações físicas com os outros" e "evitar o contacto físico, incluindo o abraço e o aperto de mão".

O manual começou a circular quando os organizadores anunciaram, de acordo com a tradição, a distribuição de 160 mil preservativos gratuitos na aldeia olímpica. No entanto, os atletas foram aconselhados a levá-los para casa como lembrança em vez de os utilizarem. 

"A nossa intenção e objetivo não é que os atletas utilizem os preservativos na aldeia olímpica, mas que ajudem a sensibilizar, levando-os de volta para casa", disse o comité organizador dos Jogos Olímpicos ao jornal Tokyo Sports.

A tradição de distribuição de preservativos na aldeia olímpica remonta aos Jogos Olímpicos de 1988 em Seul. O seu objetivo é aumentar a sensibilização sobre o VIH e a SIDA e também proteger os atletas. O número recorde de preservativos distribuídos foi quebrado nos Jogos Rio 2016, onde foram distribuídos 450 mil preservativos. 

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.