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Suspensão do campeonato de futsal é “injusta, injustificável e errada”
Desporto 2 min. 08.05.2019

Suspensão do campeonato de futsal é “injusta, injustificável e errada”

Suspensão do campeonato de futsal é “injusta, injustificável e errada”

Foto de arquivo: Stéphane Guillaume
Desporto 2 min. 08.05.2019

Suspensão do campeonato de futsal é “injusta, injustificável e errada”

Manuela PEREIRA
Manuela PEREIRA
Impedido de disputar a defesa do título de campeão nacional de futsal, o Racing não se conforma com decisão da Federação Luxemburguesa de Futebol (FLF).

A suspensão do campeonato de futsal já na reta final da prova é “injusta, injustificável, errada e prejudica gravemente o futebol luxemburguês, em geral, e o futsal, em particular”. Esta é a reação da presidente da Racing FC Union Lëtzebuerg (RFCU), numa carta aberta ao conselho de administração da FLF.

Karine Reuter defende que “quando jogadores federados cometem atos de violência física têm de ser punidos, tanto a nível federal como penal” e não as vítimas.

A presidente do clube da cidade do Luxemburgo – que tem uma equipa de futsal desde 2016 – qualifica a decisão de “desmesurada e ilegal” e acusa a FLF de ter “ultrapassado as suas competências” à revelia dos regulamentos internos.

Reuter não se fica por aqui e ameaça: “o que vai dizer a UEFA da vossa decisão insensata?” e “o que dirão as jurisdições civis?”, questiona a líder máxima do RFCU.

Em jogo estão “interesses financeiros para os clubes que correm o risco de perder receitas, patrocinadores e subsídios da UEFA”, mas também para os jogadores que “ficam sem salários” e “impedidos de disputar competições internacionais, como a “UEFA Futsal Champions League”, a liga dos campeões da modalidade, que o Racing disputou no ano passado em agosto, na Polónia.

Karine Reuter está indignada com a suspensão do campeonato nacional de futsal.
Karine Reuter está indignada com a suspensão do campeonato nacional de futsal.
Foto: Fabrizio Munisso

Karine Reuter conclui a missiva endereçada ao conselho de administração da FLF lançando o apelo: “não matem o futsal no Grão-Ducado”.

Para que isso aconteça reivindica a anulação da suspensão e propõe duas soluções: o recomeço da partida entre o Racing e o FC Differdange ou a vitória na secretaria do Racing.

A decisão inédita da FLF chegou na noite de segunda-feira, através de comunicado, ou seja, cerca de 24 horas depois de o primeiro jogo dos play-offs ter sido interrompido devido a desacatos dentro das quatro linhas, com um dos jogadores do FC Differdange 03 a agredir o capitão do RFCU e o árbitro de mesa a ser atingido por uma baqueta de tambor. O duelo, que seria o primeiro de três finais, foi assim interrompido, em Oberkorn, aos 17 minutos de jogo, quando havia um empate a uma bola.

Este não foi o primeiro episódio de violência em jogos de futsal. O anterior aconteceu em janeiro num encontro entre o Wilwerwiltz e o Wiltz, da segunda divisão.

O campeonato nacional de futsal é oficialmente reconhecido pela FLF desde 2014/2015. Desde essa temporada que os clubes se queixam da falta de apoio, considerando que são “o parente pobre” da federação. Sem contar com as dificuldades de alguns clubes em encontrar pavilhões disponíveis para treinar e disputar os jogos oficiais.

Apesar das dificuldades são cada vez mais numerosos os adeptos desta modalidade no Luxemburgo, com os pavilhões repletos em dias de jogo. Algo que nem sempre acontece nas partidas da Liga BGL, a primeira liga luxemburguesa de futebol.


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