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Simone Biles, a ginasta que nem os abusos sexuais puderam derrotar

Simone Biles, a ginasta que nem os abusos sexuais puderam derrotar

Foto: AFP
Desporto 03.11.2018

Simone Biles, a ginasta que nem os abusos sexuais puderam derrotar

Este sábado, a norte-americana que foi vítima do médico da seleção conquistou o 14º título mundial da carreira, um recorde absoluto.

Ao conquistar a prova no solo, a norte-americana Simone Biles, de apenas 21 anos, que espantara o mundo nos Jogos Olímpicos de 2016 - foi ao pódio por cinco vezes, ganhando quatro medalhas de ouro e uma de bronze -, chegou este sábado em Doha ao recorde absoluto de 14 títulos mundiais. 

Com 14.933 pontos, a ginasta bateu a compatriota Morgan Hur (13.933) e a japonesa Mai Murakami (13.866). Biles colecionou medalhas nas seis provas individuais, assegurou o ouro no concurso geral, por equipas, no salto e no solo. Além disso, foi prata nas barras assimétricas e bronze na trave.

Juntando 14 títulos mundiais e 20 medalhas na competição, Biles bate recorde do bielorrusso Vitaly Scherbo (12 ouros) e iguala as 20 medalhas de Svetlana Khorkina. E a conquista foi assegurada mesmo depois de ter sido forçada a uma visita de emergência a um centro de saúde devido às dores causadas por pedras nos rins. "Disseram-me que as montanhas-russas fazem bem aos problemas com pedras nos rins; pois bem, neste momento sou uma espécie de montanha-russa de mim própria", admitiu com sentido de humor após a visita ao centro de saúde.

Mas Biles teve de superar uma terrível história de abusos sexuais por parte de Larry Nassar, ex-médico da seleção dos Estados Unidos e responsável por abusos de pelo menos outras 140 vítimas. Simone Biles tornou pública a história do crime de Nassar numa carta que divulgou nas redes sociais no passado mês de janeiro, justificando que perdera o medo para "garantir que algo deste género nunca mais acontece". 


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