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Seleção. Quem são os 26 magníficos de Portugal
Desporto 8 min. 16.11.2022
Mundial 2022

Seleção. Quem são os 26 magníficos de Portugal

Mundial 2022

Seleção. Quem são os 26 magníficos de Portugal

Foto: António Cotrim/Lusa
Desporto 8 min. 16.11.2022
Mundial 2022

Seleção. Quem são os 26 magníficos de Portugal

Rui Miguel Tovar
Rui Miguel Tovar
Saiba quem são as estrelas das 'quinas' que vão representar Portugal no Mundial 2022 que este domingo se inicia no Qatar.

Diogo Costa (FC Porto)

Foto: Rodrigo Antunes/EPA

Na época 2021-22, faz o impensável dois-em-um: ganha o lugar a Marchesín no FC Porto e, depois, o de Rui Patrício na selecção. O resultado é surpreendente, o FC Porto é campeão nacional e a selecção chega ao Mundial. No processo, Diogo defende quatro penáltis, um na Liga das Nações e três na Liga dos Campeões.

Rui Patrício (Roma)

A 30 de junho, Rui Patrício foi um dos 'heróis' da seleção portuguesa de futebol, que assegurou a presença nas meias-finais do Euro2016, ao bater a Polónia por 5-3 no desempate por grandes penalidades.
A 30 de junho, Rui Patrício foi um dos 'heróis' da seleção portuguesa de futebol, que assegurou a presença nas meias-finais do Euro2016, ao bater a Polónia por 5-3 no desempate por grandes penalidades.
Foto: Miguel A. Lopes/Lusa

Melhor em campo na gloriosa final da Liga Conferência 2021-22, ganha pela Roma vs. Feyenoord, a carreira de Rui na selecção acaba sem pré-aviso no play-off de acesso do Mundial-2022, vs. Turquia, no Dragão. Titular da selecção em todas as sete competições desde o Euro 2012 até ao Euro 2021, é a primeira vez que se apresenta como suplente.

José Sá (Wolves)

Foto: Tolga Akmen/EPA

Ainda por estrear na selecção AA, é um guarda-redes com experiência acumulada nas camadas jovens e até é vice-campeão europeu sub-21. Joga quatro anos em Portugal (afasta Casillas da baliza do FC Porto na primeira época de Conceição, em 2017-18) e já vai em cinco no estrangeiro (Olympiacos mais Wolverhampton, onde é chamado para o lugar de Rui Patrício).

Cancelo (Manchester City)

Foto: Oli Scarff/AFP

Ataca como um Roberto Carlos, só lhe falta defender como um Cafu para se apresentar como o melhor lateral do momento. Em dia de acerto total, é um lateral de categoria mundial com golo nas botas. Se só jogar assim-assim é capaz de fazer uma assistência ou duas. Cruza bem, até de trivela, remata melhor

Dalot (Manchester United)

Dalot, à esquerda na foto.
Dalot, à esquerda na foto.
Foto: Geoff Caddick/AFP

Se a opção de Cancelo é óbvia, a do seu suplente também não oferece contestação por aí além: Dalot é superior a Nélson Semedo, Thierry Correia e Cédric. O estágio de um ano no Milan em 2020-21 e a titularidade no Manchester United fazem dele um lateral sólido, com capacidade ofensiva, a avaliar pelos dois golos vs. Chéquia, para a Liga das Nações.


Vamos ganhar o Mundial?
O plantel é de qualidade muito acima da média, basta jogar o que se sabe e sem medo da própria sombra.

Rúben Dias (Manchester City)

Belíssimo central, com capacidade para se superar todos os dias. Daí a sua aptidão para ganhar títulos individuais. Veja-se este póquer de ases em 2020-21: melhor jogador do ano para os jornalistas em Inglaterra, melhor jogador para os adeptos do Man City, melhor jogador da Premier League e melhor central da Liga dos Campeões.

Foto: Lindsey Parnaby/AFP

António Silva (Benfica)

Foto: José Sena Goulão/EPA

Outro produto do Benfica, como Rúben Dias, e a grande novidade para o Mundial. Salta para a ribalta no final de Agosto, por lesão de Otamendi, e dá-se bem. Quando o argentino recupera, o treinador benfiquista Schmidt mantém a aposta no miúdo de 18 anos, agora no lugar do brasileiro Morato, e ei-lo a brilhar com categoria (e três golos)

Pepe (FC Porto)

Foto: Miguel Riopa/AFP

É o mais veterano do plantel português, com 39 anos de idade, e já vai a caminho do quarto Mundial – no último, em 2018, é seu o golo de cabeça vs. Uruguai. Experiente até a dormir, vai sempre à bola no limite com a atitude combativa never-say-die e joga de olhos fechados com Rúben Dias (ao todo, 22 jogos juntos)

Danilo (PSG)

Foto: Jean-François Monier/AFP

Na ausência de Rúben Dias ou Pepe, é ele quem salta para o onze pela polivalência e, também, poder de elevação nas bolas paradas – incontáveis os golos de cabeça, tanto no FC Porto como no Paris SG. A transformação táctica sai da cabeça de Fernando Santos, que o utilizara a médio defensivo no grandioso Euro 2016.

Nuno Mendes (PSG)

Foto: Franck Fife/AFP

Lateral revelação do Sporting campeão em 2021, o esquerdino demora a adaptar-se à selecção. Quando o faz, em 2022, liberto das amarras do nervosismo e a jogar o que sabe naquele sobe e desce constante, é um perigo constante. Cruza bem. Mbappé e Neymar que o digam no Paris SG.

Raphaël Guerreiro (Borussia Dortmund)

Foto: John Macdougall/AFP

Nascido em França e sem qualquer clube português no seu currículo, é um jogador diferenciado. Campeão europeu em 2016, é um lateral-esquerdo deveras ofensivo, com atributos nas bolas paradas, sobretudo livres directos. Há já sete anos na Alemanha, sempre no BVB, é um prodígio de técnica e só peca por alguma timidez.

Palhinha (Fulham)

Foto: Glyn Kirk/AFP

É o mais alto dos 26 portugueses, com 1,90 metros. Tal como Nuno Mendes, é uma surpresa naquele Sporting campeão nacional em 2021 com uma série de exibições fora da caixa. Agora representante da Premier League, é um jogador que intimida pela força física e joga sempre para a frente.

Matheus Nunes (Wolves)

Foto: Miguel A. Lopes/Lusa

Outro brasileiro, como Pepe e Otávio. Dos três, só Matheus é chamado pelo Brasil, em Agosto de 2021. Por não ter a vacinação completa do covid-19, Matheus recusa e, depois, é seduzido pela proposta de Fernando Santos para representar Portugal, onde vive há 11 anos e onde trabalhar numa padaria enquanto joga no Ericeirense em 2013.

William (Betis)

Foto: José Jordan/AFP

Seis por natureza, e titular na selecção desde os tempos de Paulo Bento, a partir de 2011, William é (quase) sempre a opção preferida de Fernando Santos para aquela posição. Com qualidade acima da média no domínio da bola, e também na circulação, é um jogador com tendência para aparecer bem nas bolas aérea na área contrária.

Rúben Neves (Wolves)

Foto: António Pedro Santos/Lusa

Capitão mais jovem de sempre na Liga dos Campeões, ideia de Lopetegui em 2014-15, a carreira de Rúben alcança o zénite em 2017 com a transferência para o Wolverhampton, onde o seu futebol ganha mais liberdade e outra dimensão. De remate fácil do meio da rua, é homem para jogar de início sem nervoso miudinho.


O Mundial de A a Z
Com o Campeonato do Mundo de Futebol, no Qatar, à porta, fique a conhecer todas as novidades da competição e do primeiro país do Médio Oriente a acolhê-la.

Bruno Fernandes (Manchester United)

Principal responsável pelo apuramento directo para o Mundial, com um bis vs. Macedónia do Norte (2:0), é um 8 sem medo de rematar a torto e a direito. Aquela época 2018-19 com 32 golos pelo Sporting é de sonho. O problema é a consistência. Se o jogo lhe corre bem, é craque. Se lhe corre mal, é o homem invisível.

Foto: Glyn Kirk/AFP

João Mário (Benfica)

Foto: Carlos Costa/AFP

Titular na final do Euro 2016, como Pepe, Raphaël e William, é um homem desaparecido em combate até 2021, altura em que o Sporting de Rúben Amorim o reabilita. Assina pelo Benfica e é uma desilusão. Agora, em ano de Mundial, reaparece como grande maestro do Benfica invencível e marcador implacável de penáltis.

Bernardo Silva (Manchester City)

Foto: Oli Scarff/AFP

Veste o 10, número pouco goleador para Portugal em Mundiais – só Rui Costa sorri, em 2002, vs. Polónia. O futebol de Bernardo é o mais parecido que há com um poema, daí que seja incompreensível a tendência de Fernando Santos em substituí-lo quase sempre em primeiro lugar, seja qual for o resultado.

Vitinha (PSG)

Foto: Christophe Petit Tesson/EPA

A maior sensação do FC Porto campeão nacional em 2021-22, entre exibições, golos e assistências. Sai para o Paris SG e saca a titularidade num piscar de olhos, com categoria ímpar. É sóbrio, pensa e executa ao mesmo tempo, tem qualidade de passe. Se Fernando Santos fosse aventureiro, Vitinha joga sempre

Otávio (FC Porto)

Foto: Miguel Riopa/AFP

Alma do meio-campo do FC Porto desde 2018, joga de dentes cerrados, sempre em cima do adversário e nunca vira a cara a uma disputa de bola. É uma espécie de pitbull, com a nuance de ter chegada à baliza graças à sua capacidade de se posicionar na área, que lhe garante uma média de cinco golos por época.

João Félix (Atlético Madrid)

Foto: Thomas Coex/AFP

O seu futebol no Benfica 2018-19 permite-lhe sonhar com tudo e mais alguma coisa. É um sub20 com qualidade goleadora: marca ao Sporting no José Alvalade, ao FC Porto no Dragão e ainda assina um hat-trick vs. Eintracht Frankfurt. A transferência para o Atlético Madrid em 2019 retira-lhe por completo o brilho e continua desaparecido em combate.

Cristiano Ronaldo (Manchester United)

Foto: Barrington Coombs/PA Wire/dpa

Um em 2006, outro em 2010, mais um em 2014 e quatro em 2018. Ao todo, sete golos em quatro Mundiais. Nunca ninguém se atreve a marcar em cinco Mundiais. Chama-se Ronaldo o primeiro? Ele aí está, pronto para o desafio, a meio da uma época 2022-23 sem corresponder às expectativas com três golos em 16 jogos.

Gonçalo Ramos (Benfica)

Foto: Manuel de Almeida/EPA

Ponto prévio: é o melhor marcador de todos os convocados portugueses, com 14 golos entre 1.ª divisão e Liga dos Campeões. A sua chamada é colhida com surpresa, até porque nunca é internacional AA, à imagem de José Sá e António Silva. Suplente dos suplentes, vai ao Mundial para aprender ainda mais e regressar a casa cheio de moral.

Rafael Leão (Milan)

Foto: Filippo Monteforte/AFP

Eleito melhor jogador do campeonato italiano 2022-23, é um poço de força nas alas, capaz de destruir o defesa mais completo e certinho. Até agora, e isto é um problema, o seu futebol na selecção está aquém do apresentado no Milan. Se largar o vício de prender a bola na hora agá, transforma-se no touro enraivecido que todos aplaudimos.

Ricardo Horta (Braga)

Foto: Hugo Delgado/Lusa

Prémio mais-que-justo de carreira para um homem com 100 golos nos últimos sete anos pelo Braga. É fantástico, o registo. E inédito. Além de venenoso à frente da baliza, o homem domina outras áreas do campo com uma facilidade tremenda. Craque da cabeça aos pés.

(Autor escreve de acordo com a antiga ortografia.)

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