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Rui Pinto extraditado para Portugal
Desporto 2 min. 14.03.2019

Rui Pinto extraditado para Portugal

Rui Pinto extraditado para Portugal

Foto: AFP
Desporto 2 min. 14.03.2019

Rui Pinto extraditado para Portugal

Recurso que a sua defesa apresentara foi indeferido por tribunal húngaro.

Um tribunal de segunda instância da Hungria indeferiu o recurso de Rui Pinto apresentado pelo colaborador do 'Football Leaks' para tentar evitar a sua extradição para Portugal, decidida na semana passada, disse hoje à agência Lusa fonte judicial.

Segundo a mesma fonte, esta decisão não é passível de recurso, o português vai ser extraditado no prazo de oito a dez dias e o material informático que lhe foi apreendido também deve ser remetido para as autoridades lusas.

Em 5 de março, o Tribunal Metropolitano de Budapeste anunciou a extradição do português, mas Rui Pinto interpôs recurso (que teve efeito suspensivo da extradição) para uma segunda instância, que negou agora indeferiu o apelo. Na altura, a eurodeputada portuguesa Ana Gomes deixou fortes críticas às autoridades.

Com esta decisão, Rui Pinto, que aguardou a decisão detido – estava em prisão domiciliária -, deve ser extraditado nos próximos dias a fim de ser presente às autoridades portuguesas para primeiro interrogatório judicial.

Na audiência pública, Rui Pinto pediu ao Tribunal Metropolitano de Budapeste para não ser extraditado, alegando tratar-se de "uma questão de vida ou morte", que colocava em causa a sua segurança pessoal. Além disso, considerou mesmo que Portugal pretendia a sua extradição porque tinha "medo do que" sabia.

Rui Pinto esteve em prisão domiciliária em Budapeste desde 18 de janeiro e até 5 de março, na sequência de um mandado de detenção europeu emitido pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

Na base do mandado estão o acesso aos sistemas informáticos do Sporting e do fundo de investimento Doyen Sports e posterior divulgação de documentos confidenciais, como contratos de jogadores do Sporting e do então treinador Jorge Jesus, assim como de contratos celebrados entre a Doyen e vários clubes de futebol.

Em 13 de fevereiro, o tribunal húngaro rejeitou o recurso do Ministério Público daquele país para que Rui Pinto passasse a prisão preventiva, mantendo o português em prisão domiciliária, enquanto aguardava o desenrolar do processo de extradição para Portugal, ao qual se opôs.

Rui Pinto terá acedido, em setembro de 2015, ao sistema informático da "Doyen Sports Investements Limited", com sede em Malta, que celebra contratos com clubes de futebol e Sociedades Anónimas Desportivas (SAD).

O 'hacker' é também suspeito de aceder ao email de elementos do conselho de administração e do departamento jurídico do Sporting e, consequentemente, ao sistema informático da SAD leonina.

Rui Pinto está indiciado de seis crimes: dois de acesso ilegítimo, dois de violação de segredo, um de ofensa a pessoa coletiva e outro de extorsão na forma tentada.

Lusa

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