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Roubam bicicleta a atleta venezuelano de BMX dentro da aldeia olímpica
Desporto 2 min. 30.07.2021
Tóquio2020

Roubam bicicleta a atleta venezuelano de BMX dentro da aldeia olímpica

Tóquio2020

Roubam bicicleta a atleta venezuelano de BMX dentro da aldeia olímpica

Foto: Instagram
Desporto 2 min. 30.07.2021
Tóquio2020

Roubam bicicleta a atleta venezuelano de BMX dentro da aldeia olímpica

Eddy Alviarez pensava que era uma partida. O autor do furto foi outro atleta, cuja identidade se desconhece, que acabou expulso dos Jogos Olímpicos.

Caracas é, geralmente, apresentada como uma das capitais menos seguras do mundo. É lá que vive o venezuelano Eddy Alviarez, atleta que compete na modalidade de BMX freestyle. Mas o insólito aconteceu em Tóquio e quem fez a denúncia foi outro atleta da mesma modalidade, Daniel Dhers.

Enquanto tomavam o pequeno-almoço, a bicicleta de Eddy Alviarez desapareceu. Quando os dois atletas se deram conta pensaram que se tratava de uma brincadeira. Num dos vídeos publicados na conta de Instagram, Daniel Dhers não consegue parar de ir pela situação caricata.

"Fomos tomar o pequeno-almoço. Sempre que vamos à cantina, deixamos sempre as bicicletas lá fora junto de todas as bicicletas que lá se encontram. Passámos cerca de meia hora ou 40 minutos no refeitório. Quando saímos, a bicicleta de Eddy tinha sido roubada".

"Ficámos ali durante algum tempo a pensar que nos estavam a filmar". Mas não era uma brincadeira. Tinham mesmo levado a bicicleta. E o mais bizarro é que Alviarez nunca foi vítima de roubo, nem no seu país nem em qualquer outro lugar.

"Ele é de Catia [uma zona a oeste de Caracas], não o roubam lá, não o roubam em Petare [uma zona de Caracas conhecida pela elevada criminalidade], em Chacao [uma área ocupada no leste da capital venezuelana]. Não o roubam em nenhuma parte do mundo, roubam-no em Tóquio, dentro da Aldeia Olímpica".

Ao fundo, no vídeo, Alviarez, sentado na ombreira da janela, não consegue disfarçar o visível humor venezuelano, mesmo em situações menos boas: "Uma saudação àquele que levou a minha bicicleta".

Após este incidente, ambos relataram o desaparecimento ao Comité Olímpico venezuelano e iniciaram a busca através da revisão das câmaras de segurança que se encontram na aldeia olímpica.

"Às 2:00 da manhã, bateu à porta com a bicicleta, Eddy não podia acreditar", anunciou Dhers entusiasmado e disse que um atleta, cuja nacionalidade e nome é desconhecido, levou a bicicleta porque pensava que era para uso público.

No entanto, esta alegada confusão não ficou bem esclarecida porque este atleta levou a bicicleta para o seu quarto e não a deixou na rua, como é apropriado em tais casos. Isto permitiu às câmaras do elevador gravá-lo e aos responsáveis pela sua localização encontrá-lo.

O atleta cuja identidade se desconhece foi expulso da aldeia olímpica, algo que os desportistas venezuelanos lamentam. "Houve um mal-entendido, no final, imagine tudo o que ele fez para se qualificar e chegar aqui, aos Jogos Olímpicos. Não o queríamos dessa forma, mas não é uma decisão nossa".

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