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Roman Abramovich impedido de vender o Chelsea
Desporto 2 min. 10.03.2022 Do nosso arquivo online
Guerra na Ucrânia

Roman Abramovich impedido de vender o Chelsea

Roman Abramovich
Guerra na Ucrânia

Roman Abramovich impedido de vender o Chelsea

Roman Abramovich
Foto: AFP
Desporto 2 min. 10.03.2022 Do nosso arquivo online
Guerra na Ucrânia

Roman Abramovich impedido de vender o Chelsea

Redação
Redação
O magnata Roman Abramovich, proprietário do Chelsea, está entre os sete oligarcas russos próximos do Kremlin que vão ser alvos de sanções pelo Governo britânico, foi anunciado esta quinta-feira.

Abramovich (que tem a nacionalidade portuguesa) tinha sido poupado, até à data, do pacote de sanções impostas pelo Reino Unido a indivíduos e entidades ligados ao domínio russo, mas está agora sujeito ao congelamento dos seus bens e a uma proibição de negociar com indivíduos e empresas britânicas. O magnata russo também fica interdito de viajar. 


Roman Abramovich vai vender o Chelsea "devido à atual situação"
Num comunicado tornado público na quarta-feira pelos londrinos, o milionário de 55 anos confirma a decisão "de vender o clube, por acreditar ser nos melhores interesses de clube, adeptos, funcionários, patrocinadores e parceiros".

Como consequência imediata, a venda de Chelsea, que anunciou na semana passada, citando "a situação atual", fica suspensa. "As restrições de congelamento de bens aplicam-se também a todas as entidades detidas ou controladas por Roman Abramovich. Isto significa que o Chelsea Football Club está agora também sujeito a um congelamento de ativos sob sanções financeiras do Reino Unido", disse o Governo em comunicado. 

Para além de ser proprietário do clube de futebol, Abramovich tem participações no gigante siderúrgico Evraz - cujas ações caíram em Londres na quinta-feira após o anúncio das sanções - e na empresa russa de extração e transformação de níquel e paládio Norilsk Nickel.   

Mais oligarcas na mira 

Os outros sancionados são Igor Sechin, presidente executivo da petrolífera estatal russa Rosneft, Andrey Kostin, presidente do banco VTB, Alexei Miller, presidente da empresa de energia Gazprom, Nikolai Tokarev, presidente da empresa estatal russa de oleodutos Transneft, e Dmitri Lebedev, presidente do Conselho de Administração do Banco Rossiya. No total, indica o Governo britânico, os sete possuem um património líquido coletivo de cerca de 15.000 milhões de libras (18 mil milhões de euros).

Além do congelamento de bens e da proibição de viagens para o Reino Unido, nenhum cidadão ou empresa britânica pode fazer negócios com eles. "As sanções desta quinta são o último passo no apoio inabalável do Reino Unido ao povo ucraniano. Seremos implacáveis na perseguição daqueles que permitem a morte de civis, a destruição de hospitais e a ocupação ilegal de aliados soberanos", afirmou o primeiro-ministro, Boris Johnson.


ONU condena ataque a hospital em Mariupol. OMS já confirmou 18 ataques a unidades de saúde
A OMS afirmou ter confirmado 10 mortes em ataques a instalações de saúde e a ambulâncias desde que os combates começaram. Não ficou claro se os números incluíam o ataque de quarta-feira a uma maternidade em Mariupol.

Sangue nas mãos

A ministra dos Negócios Estrangeiros, Liz Truss, disse que "as sanções de hoje mostram mais uma vez que oligarcas e cleptocratas não têm lugar na nossa economia ou na nossa sociedade". "Com laços estreitos com Putin, eles são cúmplices da agressão à Ucrânia”, justificou.

"Eles têm nas mãos o sangue do povo ucraniano. Deveriam curvar a cabeça de vergonha", acrescentou. 


Reino Unido sanciona o maior banco russo e Mastercard avança com bloqueio
O Governo britânico colocou hoje o maior banco russo, o gigante estatal Sberbank, na lista das entidades sujeitas às sanções económicas decretadas em resposta à invasão da Ucrânia. A Mastercard bloqueou operações financeiras para cumprir com sanções.

O Reino Unido já sancionou mais de 200 dos indivíduos, entidades e subsidiárias da Rússia desde a invasão da Ucrânia a 24 de fevereiro. Uma lei destinada a combater a criminalidade económica e o "dinheiro sujo", com oligarcas russas próximas do Kremlin na sua mira, entrará em vigor na próxima semana. 

(Com agências)

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