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"Quiricocho!", a misteriosa maldição no penálti do Borussia de Dortmund
Desporto 2 min. 11.03.2021

"Quiricocho!", a misteriosa maldição no penálti do Borussia de Dortmund

"Quiricocho!", a misteriosa maldição no penálti do Borussia de Dortmund

Foto: AFP
Desporto 2 min. 11.03.2021

"Quiricocho!", a misteriosa maldição no penálti do Borussia de Dortmund

Bruno Amaral de Carvalho
Bruno Amaral de Carvalho
Antes de falhar o penálti contra o Sevilha, o norueguês Haaland ouviu o guarda-redes Yassine Bonou gritar "Quiricocho!", o nome de um adepto argentino que trazia azar às equipas adversárias nos anos 60.

Foi um jogo intenso entre o Borussia de Dortmund e o Sevilha. A partida terminou empatada e foi a equipa alemã que passou para a seguinte eliminatória da Liga dos Campeões. Antes, os andaluzes ainda tentaram de tudo para reverter o derrota da primeira mão (2-3) mas não foi possível. O marcador ficou empatado a duas bolas e os alemães fizeram a festa.

Foi já no segundo tempo que se deu um dos episódios caricatos do jogo. O avançado Haaland, autor do primeiro golo, concretizou um segundo tento através de uma bonita jogada, só que o lance foi anulado. O árbitro decidiu recorrer ao videoárbitro para observar uma possível falta de Haaland sobre Fernando mas ninguém esperava que o dono do apito assinalasse um penálti favorável ao Borussia por infração dentro da área de Koundé sobre Haaland.

Quando o avançado norueguês se preparava para bater o penálti, o guarda-redes do Sevilha provocou uma situação inusitada. Foi um episódio que mostra que há mitos que a história não apaga. Yassine Bonou gritou "Quiricocho!" e Haaland não conseguiu introduzir a bola dentro da baliza. Só que o árbitro percebeu que o guarda-redes estava adiantado e mandou repetir. Sem perceber o que queria dizer Quiricocho, Haaland repetiu a mesma coisa a Yassine Bonou e acertou finalmente no interior das redes, não sem levar um cartão amarelo pela provocação.

Mas, afinal, o que significa Quiricocho? 

Na verdade, não se trata de uma expressão ao contrário do que possa ter pensado o avançado Haaland. Trata-se, sim, do nome de um adepto argentino que assistia aos treinos do Estudiantes de La Plata nos anos 60. Reza a história que sempre que estava presente se lesionava algum atleta ou algo de mau sucedia.

Por essa razão, quando a história chegou ao treinador Carlos Bilardo, diz-se que este o encarregou de aparecer junto das equipas rivais para os contagiar com esta maldição. Nesse ano, os Estudiantes conquistariam o campeonato argentino. Anos depois, na temporada de 1992/93, o mesmo Bilardo treinaria o Sevilha, que tentou agora usar esta maldição a seu favor. Sem saber, o avançado Haaland repetiu Quiricocho e conseguiu reverter o azar para o adversário.

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