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Procuradoria-Geral da República abre inquérito ao caso de Marega
Desporto 17.02.2020

Procuradoria-Geral da República abre inquérito ao caso de Marega

Procuradoria-Geral da República abre inquérito ao caso de Marega

LUSA
Desporto 17.02.2020

Procuradoria-Geral da República abre inquérito ao caso de Marega

A investigação aos insultos racistas contra o jogador do FC Porto foi entregue ao Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Guimarães.

O Ministério Público instaurou um inquérito para investigar os insultos racistas que interromperam o jogo Guimarães-FC Porto durante vários minutos, depois do avançado Moussa Marega ter abandonado o campo num gesto de revolta. 

"Confirma-se a instauração de um inquérito. O mesmo encontra-se em investigação do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Guimarães", informou a Procuradoria Geral da República num comunicado enviado às redações portuguesas. 

O esclarecimento surge, de resto, no mesmo dia em que recém-empossado diretor nacional da PSP, Magina da Silva, adiantou que as autoridades já estão a analisar as imagens de videovigilância para que "rapidamente se consiga identificar o aparente elevado número de pessoas que participaram nos cânticos racistas". 

Segundo o diretor nacional da PSP, em causa podem estar eventualmente dois tipos de infrações, designadamente uma que é um crime previsto e punido pelo Código Penal e outra que é uma contraordenação no âmbito desportivo da lei do combate à violência no desporto.

Magina da Silva frisou que vão ter de "responder nestas duas sedes quando forem identificados".

O diretor nacional da PSP disse também que a divulgação de mensagens racistas dentro de um campo de futebol é inédita com "esta dimensão e estes efeitos", mas "infelizmente já aconteceu pontualmente noutras circunstâncias".

Também o secretário de Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Antero Luís, que presidiu à cerimónia de tomada de posse do diretor nacional adjunto para a Unidade Orgânica de Operações e Segurança (UOOS) e do comandante da UEP, considerou “uma situação intolerável” o que se passou no domingo no estádio do Guimarães.

"A PSP está a fazer a identificação de todas as pessoas que se encontravam naquela bancada para tentá-las levar à justiça, seja desportiva, seja a justiça criminal. É esse o trabalho que está a ser feito e esperamos chegar a bom porto e depois as autoridades judiciárias decidiram em conformidade", disse à Lusa Antero Luís.

com Lusa



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