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Primeira mulher apita hoje a Supertaça Europeia
Desporto 2 min. 14.08.2019

Primeira mulher apita hoje a Supertaça Europeia

A árbitra francesa Stephanie Frappart vai ficar na história como a primeira mulher a apitar uma final europeia masculina.

Primeira mulher apita hoje a Supertaça Europeia

A árbitra francesa Stephanie Frappart vai ficar na história como a primeira mulher a apitar uma final europeia masculina.
Foto: AFP
Desporto 2 min. 14.08.2019

Primeira mulher apita hoje a Supertaça Europeia

Álvaro Cruz
Álvaro Cruz
A Supertaça Europeia de futebol, que se disputa hoje entre Liverpool e Chelsea, na Turquia, a partir das 21h, será dirigida pela primeira vez por uma mulher, a francesa Stéphanie Frappart. A lusodescendente Tânia Morais, primeira árbitra no Luxemburgo a receber as insígnias FIFA, analisou as qualidades da árbitra francesa com quem já dirigiu dois jogos internacionais.

A nomeação de Frappart está a inovar e trilhar rumos novos no desporto-rei, já que esta é a primeira vez que uma árbitra dirige um grande evento do futebol europeu masculino.  

A conceituada árbitra francesa vai liderar uma equipa composta principalmente por mulheres, uma vez que terá como assistentes a compatriota Manuela Nicolosi e Michelle O'Neal, da República da Irlanda, que também estiveram na final do Mundial. O quarto árbitro será o conhecido turco Cuneyt Cakir.  

"Já referi em várias ocasiões que o potencial do futebol feminino não tem limites e congratulo-me com o facto de Stéphanie Frappart ter sido nomeada para a Supertaça Europeia deste ano, juntamente com Manuela Nicolosi e Michelle O'Neal", afirmou o presidente da UEFA, Aleksander Ceferin. 

Em julho, a francesa dirigiu a final do Mundial feminino, entre os Estados Unidos e a Holanda (2-0), em Lyon, França, e, em 2017, foi a juiz do jogo das meias-finais do Europeu feminino entre a anfitriã Holanda e a Inglaterra (3-0).

Frappart fez história em França quando se tornou a primeira árbitra a dirigir um jogo da Ligue 1, entre o Amiens e o Estrasburgo, em abril. Em junho, foi anunciado que integraria o quadro permanente de árbitros da prova para a temporada 2019/20.  

Aos 35 anos, com 1,64 metros e 54 quilos, abre uma agora uma porta de igualdade, mas hoje estará sob os holofotes da exigência. Exigem-lhe liderança, bom senso, e sobretudo autoridade com fasquia no mundo 'masculino'.  Mas, como já disse, Frappart quer ser "apenas" uma árbitra igual aos outros.

Tânia Morais: "As mulheres já provaram que também sabem apitar um jogo de futebol".

 A lusodescendente Tânia Morais, primeira árbitra a receber as insígnias FIFA no Luxemburgo, considerou "muito importante" a UEFA "dar este tipo de oportunidades à arbitragem feminina".

Para a árbitra natural de Seia, residente no Grão-Ducado, "as mulheres já provaram que também sabem apitar um jogo de futebol. Os responsáveis de UEFA estão a querer dar oportunidades iguais às mulheres e isso é fundamental para a própria evolução de arbitragem feminina", congratula-se.  

Tânia Morais conhece bem as qualidades de Stéphanie  Prappart.
Tânia Morais conhece bem as qualidades de Stéphanie Prappart.
Foto: Gerry Huberty

Tânia Morais já fez por duas vezes parte da equipa de arbitragem liderada por Stéphanie Frappart, uma vez no Luxemburgo e outra em França. Desfez-se em elogios sobre as capacidades da árbitra francesa e vaticina-lhe grande sucesso: "Tem carácter, sabe manter a disciplina em campo e é bastante profissional. Tem a particularidade de passar despercebida, evitando ser o centro das atenções", explica.

"Além disso, já tem uma grande experiência internacional. Acredito que vai fazer um bom trabalho nesta Supertaça porque o jogo tem sido muito bem preparado. Sabendo que é a primeira vez que uma mulher vai dirigir um encontro deste nível, nada poderá ser deixado ao acaso. Acredito até que os próprios jogadores vão facilitar o trabalho dela", clarificou.

Atualmente retirada da arbitragem por opção própria, Tânia Morais disse ao Contacto que vai ver o jogo, mas ainda sabe quando vai regressar aos relvados.


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