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Português soma títulos no squash luxemburguês
Desporto 3 min. 06.02.2019

Português soma títulos no squash luxemburguês

Depois dos títulos em sub-15 e sub-17, Miguel Tojal conquistou agora o de sub-19.

Português soma títulos no squash luxemburguês

Depois dos títulos em sub-15 e sub-17, Miguel Tojal conquistou agora o de sub-19.
Foto: Anouk Ant
Desporto 3 min. 06.02.2019

Português soma títulos no squash luxemburguês

Álvaro Cruz
Álvaro Cruz
Depois dos títulos em sub-15 e sub-17, Miguel Tojal conquistou agora o de sub-19. Mas pretende também marcar pontos a nível internacional.

“Para ser sincero, sabia que este título dificilmente poderia escapar-me. Treinei muito e preparei-me adequadamente para a conquista deste campeonato. Além disso, o meu principal adversário já é sénior, o que de certa forma acabou por facilitar as coisas”, resume Miguel Tojal, que se sagrou no sábado campeão do Luxemburgo de squash, na categoria de juniores (sub-19), prova disputada no pavilhão de Kockelscheuer.

Depois dos títulos nacionais conquistados nos escalões de sub-15 e sub-17 (por duas vezes), o jogador português do Squash Club Pétange alcançou o seu primeiro título de sub-19, que considerou “merecido”.

“Estou feliz por ter consquistado mais um título nacional. Além de enriquecer o palmarés, é fruto do meu trabalho e empenhamento na modalidade ao longo de vários anos”, diz Miguel, enaltecendo o trabalho do seu treinador. “Não posso esquecer o meu treinador que tem sido muito importante na minha evolução como jogador. Devo-lhe muito pelas vitórias que tenho alcançado na modalidade. É muito exigente comigo, ajuda-me e dá-me conselhos importantes. Para se conquistarem títulos temos de saber ouvir e trabalhar com disciplina e rigor”, precisa.

Miguel Tojal é um dos raros jogadores portugueses a praticar squash e uma das grandes referências da modalidade no Luxemburgo. Começou a praticá-la bem cedo, mas, como acontece muitas vezes com portugueses no desporto, também teve uma passagem pelo futebol: “Iniciei-me no futebol aos seis anos, mas, como era alérgico à relva, desisti. Depois, achei o squash muito engraçado e foi como o amor à primeira vista – nunca mais deixei”, afirma com um sorriso o jogador que continua a somar títulos no squash grão-ducal.

“Além de ter disputado o título de sub-19, participei também na categoria sénior, mas terminei no 5° lugar porque fui eliminado pelo campeão nacional. Se tivesse defrontado outro adversário, talvez fosse capaz de também terminar no pódio dos seniores. De qualquer forma, sinto-me satisfeito com as classificações que obtive”, resume.

Aluno do Sportlycée – liceu frequentado pelos desportistas de elite – na capital, Miguel é também internacional pelo Grão-Ducado. Treina-se cinco a seis vezes por semana, algo que considera fundamental: “O squash é um desporto muito exigente físicamente, requer grande concentração e muito treino também. Por isso, não posso descuidar-me em nada”, enfatiza.

Preparar campeonato em Lisboa

Depois de mais um título conquistado, Miguel já prepara a sua próxima competição, em França, de 21 a 24 de fevereiro, no French Junior Open que se disputa na cidade de Lille.

“É uma competição onde vão estar alguns dos melhores jogadores europeus. O meu principal objetivo é conseguir terminar no top-10. Sei que não vai ser fácil, mas estar entre os melhores a nível internacional é outra das minhas grandes ambições”, vinca o jogador.

“Neste momento encontro-me no top-30 europeu e tenho a ambição de chegar mais longe. É bom ser campeão no Luxemburgo, mas quero aproximar-me dos melhores a nível internacional”, sublinha.

Outra das provas internacionais em que o jogador espera participar ao serviço da seleção grã-ducal é o European Team Championships que se disputa no mês de abril, em Lisboa.

“É uma prova de enorme qualidade na Europa e com muito prestígio. Os melhores de cada país vão estar lá e não quero perder a oportunidade de os defrontar. É uma experiência que marca a carreira de qualquer jogador. Quero estar em grande forma para poder corresponder às exigências da competição”, conclui.

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