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Portugal e Espanha favoritos com Marrocos e Irão a correr por fora

Portugal e Espanha favoritos com Marrocos e Irão a correr por fora

Foto: AFP
Desporto 3 min. 14.06.2018

Portugal e Espanha favoritos com Marrocos e Irão a correr por fora

Alvaro Antonio SILVA DA CRUZ
Alvaro Antonio SILVA DA CRUZ
Portugueses e espanhóis, favoritos no Grupo B, que conta ainda com Marrocos e Irão, defrontam-se hoje na estreia, a partir das 20h00. Todo o cuidado é pouco para as duas seleções latinas que, no último Mundial, foram eliminadas na primeira fase da prova.

O Portugal-Espanha de hoje (20h00, em Sochi) é o jogo que mais entusiasma e maior expetativa cria entre os que se realizam esta sexta-feira para o Campeonato do Mundo.

Não se trata apenas da rivalidade tradicional entre os vizinhos ibéricos, mas de duelos entre Cristiano Ronaldo e os seus companheiros no Real Madrid, bem como de Pepe, que passou vários anos no clube merengue; de como os campeões da Europa vão abordar este Mundial e logo de início com um adversário histórico; ou, ainda, de perceber que efeitos serão exercidos em função da inesperada e insólita saída para o Real de Julen Lopetegui, entretanto substituído por Fernando Hierro.

Portugal, Espanha, Marrocos e Irão são as seleções que constituem o Grupo B do Mundial de futebol da Rússia. Embora o duo ibérico recolha maior dose de favoritismo quanto aos dois primeiros classificados e o consequente apuramento para a fase seguinte, marroquinos e iranianos correm por fora para tentar uma surpresa, mas são duas equipas que convém não subestimar.

Questionado sobre as possibilidades da seleção portuguesa na Rússia após o sorteio dos grupos, Fernando Santos optou por alguma prudência: “Alemanha, Brasil, Argentina, Espanha e França são os favoritos a ganhar o Mundial. Depois, temos outros candidatos e nós queremos chegar o mais longe possível e ganhar a Taça, se possível. Portugal não é favorito, mas está neste segundo grupo”.

A passagem à fase seguinte é a primeira prioridade, tal como aconteceu no Europeu de França, mas a tarefa poderá ser mais complicada do que inicialmente parece. O primeiro jogo, frente a ’nuestros hermanos’, na próxima sexta-feira, vai ser extremamente importante em vários aspetos. Entre duas equipas que se conhecem perfeitamente, o primeiro objetivo para ambas será não perder.

Quanto a escolhas, o ’Engenheiro’ foi coerente. Os 23 eleitos para o Mundial da Rússia acabam por formar o grupo de jogadores em melhor forma e que oferecem maiores garantias, apesar das ausências de Danilo, por lesão, Nani, Éder, André Gomes e Renato Sanches, por opção do selecionador.

A eliminação da Espanha no Mundial do Brasil (2014) e a desilusão vivida em França durante o Europeu (2016) marcaram negativamente o passado recente da ’Roja’, sobretudo após três conquistas consecutivas: Europeus de 2008 e 2012 e Mundial de 2010, na África do Sul. Com uma geração de novos talentos e alguns jogadores fundamentais da velha guarda, a Espanha recuperou o estatuto de favorita devido aos excelentes resultados durante a fase de qualificação e à qualidade do seu futebol técnico, ofensivo e bastante atrativo.

Marrocos está de volta aos grandes palcos do futebol. Os ’Leões do Atlas’, comandados pelo francês Hervé Renard, voltaram a uma grande competição mundial e não são propriamente desconhecidos da seleção lusa. No Mundial de 1986 de má memória, disputado no México, derrotaram Portugal por 3-1 na fase de grupos e qualificaram-se para os oitavos- de-final da prova, no primeiro lugar do grupo, à frente de Inglaterra que começara por perder com os portugueses.

Após a vitória sobre a Costa do Marfim, que carimbou o apuramento para o Mundial da Rússia como única seleção africana a chegar à fase final sem golos sofridos, Mehdi Benatia, capitão marroquino e jogador da Juventus, foi bastante explícito nas suas declarações: “Realizámos um sonho. Vamos à Rússia, mas não será como turistas”. Para bom entendedor...

A seleção iraniana, comandada pelo experiente Carlos Queiroz, fecha o complicado agrupamento. Nunca tinha disputado dois Mundiais consecutivos e foi a primeira formação asiática a garantir o apuramento, com uma sequência de doze jogos sem sofrer qualquer golo.

O experiente treinador luso dispõe de seleção aguerrida, com muitos jogadores que atuam na Europa, sustentada numa linha defensiva coesa e por vezes recuada, privilegiando os rápidos e letais contra-ataques. Conhece Portugal como poucos e vai tentar complicar a vida aos adversários, com destaque para a formação portuguesa, à qual esteve ligado durante anos – desde a formação até à seleção A –, saindo devido a um conflito.

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